[Especial 4G] Claro, Vivo, TIM e Oi vencem leilão para explorar banda larga 4G


Claro, Vivo, TIM e Oi foram os vencedores do leilão realizado nesta terça-feira(12) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para o direito de exploração da tecnologia de telefonia móvel de quarta geração(4G) no Brasil.

Os dois primeiros lotes foram vencidos pela Claro e Vivo. A Claro levou o primeiro lote por R$ 844,518 milhões, ágio de 34% sobre o valor mínimo exigido; o grupo Vivo arrematou o segundo lote por R$ 1,05 bilhão, ágio de 66,6% sobre o valor mínimo exigido, de R$ 630,191 milhões.

TIM e Oi venceram os dois últimos lotes. Com lance de R$ 340 milhões, ágio de 7,9%, a TIM arrematou o terceiro lote, chamado V1; a Oi levou o quarto lote, chamado V2, com oferta de R$ 339,851 milhões, ágio de 5% sobre o valor mínimo exigido.

A Claro irá explorar uma área mista que inclui a grande São Paulo, a Bahia e os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, na região Amazônica.

O lote vencido pela Vivo inclui o direito de exploração do serviço em Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e o interior de São Paulo.

A TIM que venceu o terceiro lote com ágio bem inferior aos anteriores, recebe o direito de explorar o serviço no Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Já a Oi irá explorar o serviço de telefonia móvel 4G em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

Velocidade da internet móvel até 10 vezes maior mas preços devem começar altos 

A tecnologia 4G no Brasil promete internet móvel com velocidade até dez vezes maior que a oferecida atualmente com a tecnologia 3G. Mas, de acordo com especialistas, os aparelhos e o serviço devem começar caros no Brasil.

Como ocorre com toda nova tecnologia, o preço dos aparelhos (modems e smartphones) deverá começar alto, com tendência a baixar depois de três a quatro anos, na avaliação do presidente da Consultoria Teleco, Eduardo Tude. Ele lembra que os aparelhos ainda custam caro em todo o mundo, porque são fabricados em pequena escala.

Segundo a Teleco, há cerca de 20 milhões de acessos 4G no mundo, sendo que dois terços estão nos Estados Unidos. No Brasil, existem atualmente 54,3 milhões de acessos 3G (banda larga móvel) ativos, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). Desses, 45,7 milhões são celulares e 8,6 milhões são modems.

Tude também prevê que, inicialmente, os usuários que vão migrar para a tecnologia 4G serão os chamados heavy users, ou seja, aqueles que utilizam muita capacidade de tráfego e que acabam pagando mais pelo serviço. 

Na avaliação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o 4G deverá ficar restrito às classes altas no Brasil, pelo menos nos primeiros anos de implantação do serviço. “A oferta ainda deve ficar muito longe da maior parte dos consumidores, porque tende a ser bem caro, levando em conta os patamares do serviço 3G”, diz a advogada do Idec Veridiana Alimonti.

Ela também cobra que a qualidade do serviço não seja deixada de lado. “Não basta alardear que teremos o 4G na Copa, mas é preciso pensar que quarta geração é essa, para que não seja uma quarta geração de problemas”.

Recentemente, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, admitiu que os preços dos serviços de tecnologia 4G deverão ser mais altos do que os das tecnologias oferecidas atualmente, mas garantiu que não será nada exorbitante. “Não pode ser muito diferente do que é hoje, senão as pessoas não vão mudar para a nova tecnologia. Se for um preço exorbitante, as pessoas vão preferir ficar. O que eu tenho lido é que o 4G vai ser um pouco mais caro e, consequentemente, vai baixar o 3G. A tendência é que quem tem poder aquisitivo vai querer migrar imediatamente para o 4G”, destacou o ministro.


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