quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Operadores chamam Vivo de caloteira em protesto contra call center

O que você achou? 
Veja as fotos da manifestação que aconteceu nesta quinta-feira, em busca de salários atrasados e satisfação da empresa Teleinformações, no Recife.


Operadores de telemarketing e ex-funcionários da Teleinformações realizaram, na manhã desta quinta-feira (11), uma manifestação contra a Vivo e a empresa de call center contratada pela operadora para atuar em Pernambuco.

A Vivo encerrou, depois de sete anos, o contrato com a Teleinformações, que era acusada de irregularidades, fechou as portas na última semana e deixou 1.500 pessoas sem trabalho. O que motivou as manifestações, principalmente, foi a falta de esclarecimento da empresa, que, apesar de estar sem atividades, ainda não realizou a demissão “oficial” de mais de mil pessoas, deixou de pagar o salário dos trabalhadores, assim como seus benefícios e rescisões.




Em uma matéria publicada na última sexta-feira (5), o Minha Operadora esclareceu toda a polêmica envolvendo a empresa contratada pela Vivo, que já em outubro havia demitido 400 pessoas. Nesta quarta-feira (10), uma audiência extraordinária foi realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) com representantes da Vivo, da Teleinformações e do Sinttel, mas a situação continuou crítica.

O protesto de hoje foi pacífico e começou na Avenida Cruz Cabugá, parada por um tempo em razão da manifestação, que teve início às 8:00. Apesar da expectativa em relação à quantidade de manifestantes - uma vez que 1.500 funcionários foram afetados com as atitudes da empresa -, apenas cerca de 70 pessoas compareceram.

Em nota ao Minha Operadora, a Vivo esclareceu que “colabora com os órgãos competentes para auxiliar no entendimento entre a Teleinformações e seus empregados”. Apesar disso, gritos de “Vivo caloteira” também fizeram parte do protesto, que, na maior parte do tempo, cobrava satisfações e direitos do dono da empresa terceirizada, Bruno Aladim.

ATUALIZAÇÃO

Conforme combinado na reunião de ontem, o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Pernambuco (Sinttel) disse que entregou as cópias dos Termos de Rescisão dos Contratos de Trabalho homologados entre outubro e dezembro de 2017 ao escritório da advogada da Vivo, Evangelina Gerjoy, e também à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. “Foi entregue ainda a listagem contendo os números das ações trabalhistas ajuizadas e a planilha com os valores estimados devidos a cada empregado que procurou o Sinttel”, informou o sindicato.

Agora, fica faltando a empresa cumprir sua parte do “acordo”. A Teleinformações terá até o final da próxima segunda-feira (15) para informar ao MPT-PE e a Vivo quantos e quais empregados terão os seus contratos de trabalho de fato finalizados, e quantos permanecerão alocados em um possível novo contrato, que, segundo o advogado da empresa, está sendo negociado.

Também nesta data, a empresa deverá informar quanto tempo será necessário para fazer a rescisão dos empregados que venham a ser desligados. Na próxima reunião, espera-se uma posição sobre como será feito o pagamento aos 1.500 funcionários envolvidos.

Enquanto a reunião estará sendo preparada, os funcionários da Teleinformações estarão, mais uma vez, protestando. Uma nova manifestação está marcada para segunda-feira (15), às 8:00, em frente ao Ministério Público.

Veja abaixo todas as fotos do protesto de hoje:














LEIA TAMBÉM:


3 comentários:

  1. Uma Vergonha. trabalhar no setor de Telecom hoje não a sustentabilidade

    ResponderExcluir
  2. Na Vivo o calote é normal. Para funcionários e clientes.

    ResponderExcluir
  3. Na Vivo calote e normal para os clientes falta de sinal em zonas rurais promoções defasadas pior operadora

    ResponderExcluir