terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Anatel aprova novos membros no conselho da Oi e desagrada acionistas

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Operadora também está em busca de um novo diretor de operações para reestruturar a empresa.

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, na última semana, a efetivação da posse de três novos membros do Conselho de Administração Transitório da Oi: Marcos Grodetzky, Eleazar de Carvalho Filho e Marcos Bastos Rocha.

Eles foram indicados durante a Assembleia Geral de Credores que aconteceu do dia 19 para 20 de dezembro. O conselho transitório aparece como um dos itens do plano de recuperação judicial da Oi que estão sendo cumpridos após a homologação pela Justiça no dia 8 de janeiro.


Além desta etapa, outras devem acontecer em breve. A conversão de dívidas em ações aos credores, por exemplo, deve acontecer daqui a quatro ou cinco meses, enquanto a previsão para o aumento de capital é de até um ano.

Tanto a formação do conselho transitório, quanto a conversão de dívidas aos credores, que podem adquirir até 75% da empresa com o acordo, desagradam os acionistas da Oi. A Pharol, que detém 22% da companhia, formalizou, na última quinta-feira (11), um pedido à Anatel solicitando uma decisão cautelar para impedir a posse desse conselho de administração transitório, que substituiria o atual conselho de administração onde prevalecem as opiniões do grupo português e da Société Mondiale (5%), do investidor Nelson Tanure. Não adiantou.

A Oi não concorda com as denúncias, mas ainda assim seu maior acionista espera que aconteça uma assembleia extraordinária de acionistas no dia 7 de fevereiro. A reunião discutiria a recuperação judicial da empresa assim como foi discutida com os credores, mas a Justiça deu o aval para que a Oi não precise realizar uma nova assembleia sobre este mesmo assunto, que, segundo ela, seria “absolutamente desnecessária”.

Novo diretor de operações

De acordo com a coluna do jornalista Lauro Jardim na publicação O Globo, entre as mudanças da Oi para os próximos dias estará a indicação de um novo diretor de operações, que buscaria a reestruturação da empresa.

A ordem é: contratar uma empresa para buscar um novo COO (chief operating officer) entre executivos da Oi e do mercado - o que já estaria acontecendo com a empresa Korn Ferry; o conselho de administração fará uma lista tríplice a partir dos nomes encaminhados; e o presidente da Oi, Eurico Teles, decidirá o nome.

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