segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Situação entre acionistas e a Oi deixa dúvidas sobre recuperação

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Pharol, maior acionista da Oi, também se indigna com o novo plano da operadora e pede que assembleia de credores de amanhã seja adiada de novo.

O grande mistério desta segunda-feira (18) é saber se a assembleia geral de credores da Oi, prevista para amanhã (19), vai ou não acontecer. O que pode impedir, pela sexta vez consecutiva, que a operadora e os credores se reúnam para uma decisão sobre o processo de recuperação judicial, é uma “guerra” travada entre a diretoria da empresa e um grupo de acionistas.

A Société Mondiale, liderada pelo empresário Nelson Tanure, já havia pedido no Tribunal de Justiça do Rio na última sexta-feira (15) que a reunião fosse adiada. O motivo seria a insatisfação com o plano apresentado pelo presidente da Oi – e que não poderia mais passar para os outros diretores –, de permitir que credores trocassem suas dívidas por até 75% do capital da empresa.


O juiz negou. E ainda reforçou sua decisão tomada no último mês, que tratava dos assuntos que estão gerando a insatisfação do fundo de Tanure, como a falta de “voz” do Conselho de Administração da Oi no plano. Acontece que, hoje, não só a Société, que tem 5% da Oi, como a Pharol, que tem 27% de participação, enviaram petições à Anatel, ao TCU, AGU, Ministério Público e até mesmo ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, pedindo que a reunião não aconteça.

Ambas ficaram indignadas com a possibilidade de que credores tenham 75% das ações da Oi, ainda podendo chegar a 90%, de acordo com o plano que, para a operadora em nota divulgada hoje, é equilibrado para todas as partes e pode fortalecer a companhia e agradar os credores, mas para os acionistas não passa de uma violação que beneficia os credores, que também seriam “donos” da Oi. 

Eles também reclamam de Eurico Teles, que não foi eleito pelo Conselho de Administração nem entre os acionistas, tendo assumido a presidência após a renúncia de Marco Schroeder, mas ainda assim domina as decisões do plano de recuperação judicial, decisão do juiz responsável pelo caso.

Caso a assembleia aconteça, o plano apresentado pela direção executiva da Oi pode ser aprovado ainda nesta terça-feira (19). Mas resta aguardar os próximos episódios da situação entre acionistas e a Oi, que fica ainda mais séria após o posicionamento da Pharol.

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