terça-feira, 14 de novembro de 2017

Oi registra lucro pela primeira vez desde 2015 neste 3º trimestre

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Inédito em dois anos, lucro líquido com operações brasileiras foi de R$ 217,5 milhões, chegando a R$ 8 milhões também com operações internacionais.

Depois de Claro, Vivo, TIM e Nextel, só faltava a Oi para apresentar seus resultados do terceiro trimestre de 2017. E nesta segunda-feira (13), a operadora surpreendeu com os números, já que, mesmo em recuperação judicial, conseguiu registrar lucro líquido de R$ 217,5 milhões, o primeiro resultado positivo com operações brasileiras desde 2015.

O lucro líquido consolidado, considerando as operações internacionais, ficou em R$ 8 milhões, enquanto o EBITDA registrou R$ 1.597 milhões, um aumento de 4,1% em relação ao mesmo período de 2016.


A receita líquida de serviços foi de R$ 5,9 bilhões, o que significa, apesar de uma queda de 4,7% em comparação ao último ano, também um aumento de 2,3% em relação ao trimestre anterior. O resultado é explicado pelo aumento de vendas de produtos convergentes, o volume de recargas do pré-pago e o aumento nas receitas do pós-pago com planos de chamadas ilimitadas para qualquer operadora.

Os custos foram reduzidos em R$ 337 milhões, acumulando R$ 1,5 bilhão de redução nos nove primeiros meses do ano. Os investimentos foram ampliados em 36,3% com R$ 1,3 bilhão no terceiro trimestre do ano, um total de 22,6% da receita líquida, contra 15,9% em 2016. Em 2017, já foram R$ 3,8 bilhões investidos, número que deve ultrapassar os 5 bilhões de reais até o final do ano.

Além de destacar a melhoria na experiência do cliente, a Oi também afirma que os índices de reclamações na Anatel diminuíram 13,9% e no JEC 33,7% no último ano. Através do aplicativo “Técnico Virtual” a eficácia de problemas resolvidos, que era de 39% em maio de 2017, chegou em 53% em setembro de 2017.

Recuperação judicial

Desde a entrada em recuperação judicial, as operações da Oi geraram R$ 2,6 bilhões de caixa, sendo que, de julho a setembro, o crescimento do caixa foi de R$ 287 milhões, sustentando a ampliação dos investimentos que a companhia realizou nesses três meses.

Sobre o processo, a Oi afirma que mantém evolução e segue negociando com os credores para buscar a melhor proposta de plano de recuperação judicial, que poderá ser aprovada na Assembleia Geral de Credores no dia 7 de dezembro. "Embora tenhamos aumento na geração de caixa da companhia, com redução de custos, a despesa financeira é alta. Para mudar esse balanço, só com o plano de recuperação judicial aprovado", disse o presidente da Oi, Marco Schroeder. 

Veja, abaixo, a linha cronológica com o status do processo de recuperação judicial, divulgada pela Oi junto com os resultados financeiros do trimestre:


Base de clientes e serviços

A Oi termina o mês de setembro com 62,9 milhões de clientes, o que representa uma queda de 7,3% em relação ao terceiro trimestre de 2016, resultado influenciado pela queda no pré-pago, mercado corporativo e telefonia fixa. A receita líquida de serviços acabou sendo negativa, chegando a um total de R$ 5,863 bilhões (-4,7%). Separando por serviços, os resultados ficaram da seguinte maneira: 

  • TV por assinatura: aumento de 16,2% no ano e 3,2% em relação ao 2º trimestre
  • Banda larga: aumento de 0,8% no ano e queda de 0,2% em relação ao 2º trimestre
  • Celular pré-pago: queda de 12,1% no ano e de 0,5% em relação ao 2º trimestre
  • Celular pós-pago/controle: aumento de 0,3% no ano e queda de 0,3% em relação ao 2º trimestre
  • Telefonia fixa: queda de 6,2% no ano
  • Mercado corporativo: queda de 1,4% no ano e aumento de 0,8% em relação ao 2º trimestre

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3 comentários:

  1. A única coisa que merece elogio na Oi é a TV por assinatura, o que a Sky está implantando só agora ( como a expressiva oferta de canais em HD) na Oi já era realidade há muito tempo, é a única operadora que permite que o cliente tenha até cinco decodificadores próprios, com acesso gratuito a TV aberta só pagando quando pede os canais fechados e quando cancela continua com acesso gratuito aos canais abertos,via antena da Oi. Eu possuía todos os produtos da Oi, atualmente possuo apenas a TV por assinatura, a banda larga da Oi parou no tempo, estão enchendo de conteúdo mas a conexão via fio de cobre é limitada e não permite velocidades maiores, cai a todo momento e não há a mínima chance da empresa implantar fibra ótica,os provedores regionais estão dando um banho na Oi em termos de banda larga via fibra ótica, na Oi com seu velho e obsoleto cabeamento de cobre você contrata 15 mega e a coisa vai oscilando de 2 a 4 de download e com upload quase nulo, telefone fixo eu pedi na Oi um pacote mínimo porque praticamente não uso, só recebo ligações de parentes mais velhos que não se adaptam a celular, mas a Oi insiste em querer empurrar um fixo ilimitado cobrando caro por uma coisa que serve mais pra juntar telha de aranha no canto da casa,se ela vendesse um pacote minimo de telefone fixo de 60 minutos a 10 reais venderia muito mais linha e evitaria o cancelamento em massa, as promoções do celular deixaram de ser agressivas, antigamente a Oi era pioneira com as outras correndo atrás, hoje é o inverso,enfim, atualmente só a TV por assinatura se salva na Oi

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  2. A Oi não está morta! Só precisa se resolver com os acionistas para voltar a crescer!

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  3. Ela precisa trazer para os clientes urgentemente a fibra ótica para ter mais velocidades e ter uma conexão estável.

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