sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Como funcionam os balões de internet do Google?

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Projeto Loon chegou ao Brasil em 2014 com a proposta de levar conectividade em áreas rurais e remotas do país. Mas você sabe como eles funcionam?

Você já ouviu falar nos balões de internet do Google? Vindos do chamado “Projeto Loon”, eles têm a missão de levar internet para áreas rurais e remotas em todo o mundo, onde o acesso ainda é precário. Como será o caso de cobertura na região de Porto Rico, nos EUA, que foi afetada pelo furacão Maria e deixou 75% das torres de telefonia danificadas, conforme noticiamos nesta semana. Esses fornecedores voadores de internet chegaram até no Brasil, em 2014. Mas, você sabe como eles funcionam?

Os balões Loon são inflados com um gás mais leve do que o ar e, a partir de lançadores personalizados, conseguem flutuar a 20 km da Terra, em um espaço que é duas vezes mais alto do que onde ficam os aviões. Para chegar ao destino, cada um deles navega em diversas direções e correntes de vento, formando pequenos agrupamentos com outros balões em áreas onde a conectividade é necessária.

Ao contrário do que pode parecer, eles não atuam como provedores, e sim como torres de celular flutuantes. Ou seja, precisam da parceria com operadoras de celular para estender de fato a cobertura. No caso do Brasil, a parceria já existente é com a Telefônica, mas a equipe que organiza o projeto aqui diz estar buscando parceiros com o mesmo objetivo de expandir a conectividade.

Conectadas aos provedores locais, as estações enviam sinais para o balão, que os envia de volta à Terra e permite cobrir uma área de até 80 km. Para o usuário, seria uma conexão normal com a operadora, sendo necessário um aparelho com acesso ao 4G, que faz a velocidade da internet ser semelhante justamente ao LTE.

Os balões, que tem componentes alimentados por energia solar, “vivem” na estratosfera por até 100 dias. Após esse período, o Projeto Loon é responsável por fazê-los pousar. O processo envolve o direcionamento do balão para as áreas remotas e, a partir de um controle de tráfego aéreo local, a coordenação da descida e a coleta por equipes de recuperação após o pouso.

Em fevereiro de 2017, um balão Loon caiu em uma propriedade particular no interior de Amazonas (veja a foto abaixo), assustando a comunidade Supuranga, em Autazes, município próximo de Manaus. Apesar do susto, ninguém se feriu, e o Google emitiu uma nota se desculpando pelo ocorrido.



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