terça-feira, 12 de setembro de 2017

TIM chora crise para não aumentar salários, diz Fenattel

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Federação dos Trabalhadores pede reajuste salarial de 7% e alega que isso não impactará a TIM, uma vez que só apresentou resultados positivos em 2017.

A Fenattel (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações e Operadores de Mesas Telefônicas) chegou à conclusão, na última semana, de que a TIM tem total condição de aumentar os salários de seus funcionários, com real e benefícios, “sem prejuízos no andamento de seus negócios”.

A princípio, essa análise começou com a observação do relatório financeiro da TIM, que terminou o 1º semestre do ano com crescimento no lucro líquido de 73,8%. Em relação ao 2º trimestre, chegou a crescer 196% em relação ao mesmo período em 2016.

De outro lado, tem os funcionários da TIM: 9.863 em todo o Brasil (contagem de 2016). Para eles, a remuneração total, que inclui salários, FGTS e benefícios, representou somente 6,59% do valor adicionado, ou seja, a riqueza produzida pelos trabalhadores. Com a chegada de uma pauta de reivindicações, que pede reajuste nos salários e benefícios de 7.26%, a Fenattel calcula que a empresa não teria um impacto negativo se reajustasse os valores para seus funcionários, que chegaria a apenas 0,48% do valor adicionado.

Além disso, a Federação de Trabalhadores avalia que a TIM conquista cada vez mais resultados positivos, com aumento na base de clientes pós-pago (15%) e uso de smartphones (77%), que também podem elevar a receita daqui para frente. A receita média mensal por usuário (ARPU), aliás, cresceu 12,6% no 2º trimestre.

No entanto, a Fenattel diz que a TIM não apresentou nenhuma proposta durante a última reunião de negociação, e que alegaram enfrentar um período de recessão. “Muita falta de consideração com os trabalhadores da empresa! A TIM chora uma suposta crise e os números evidenciam o bom desempenho da empresa”, afirma a Federação.

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