sábado, 16 de setembro de 2017

99% de carregadores falsos são reprovados em teste de segurança

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Teste realizado pela UL com mais de 400 aparelhos não licenciados mostra que carregadores falsos apresentam sérios riscos aos usuários.

Uma organização internacional de teste de produtos, a UL, realizou um teste com 400 adaptadores falsos de celular ao redor do mundo – mais especificamente, de iPhones. Do total, com exceção de três aparelhos, houve falha em 99% deles. Segundo a empresa, os resultados de segurança mostram que esse tipo de aparelho causa, de fato, riscos de descarga elétrica e incêndio. Portanto, devem ser evitados.

Uma observação ainda mais assustadora mostrou que doze adaptadores testados, que representaram 3% do total, foram mal fabricados ao ponto de apresentarem risco de eletrocussão letal ao usuário, ou seja, de matá-lo com um choque elétrico.

De acordo com o portal ConvergeCom, o gerente de operações da divisão Consumer Technology da UL do Brasil, Jose Antonio Junior, alega que nem sempre aparelhos certificados chegam ao consumidor. "No Brasil, por exemplo, a regulamentação para baterias de íons de lítio restringe-se às baterias destinadas a telefones celulares. Elas devem ser ensaiadas e homologadas conforme a Resolução 481/2007 da Anatel”, disse, completando que as baterias devem ser projetadas para resistir ao calor e aos esforços mecânicos, fora outras medidas de segurança, como proteção contra sobrecarga e descarga forçada.

Porém, os carregadores falsos, que não passam por nenhum tipo de avaliação, são vendidos com frequência sem que haja uma explicação de seus perigos ao usuário. Alguns casos que ocorreram somente neste ano incluem o momento em que a bolsa de uma usuária pegou fogo, em Santo Amaro (SP), a explosão de um carregador em um escritório em João Pessoa (PB) – que também derreteu a tomada –, e o incêndio em um quarto de hotel em Santa Catarina, também com carregador “genérico”.

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