terça-feira, 15 de agosto de 2017

Operadoras vão enterrar 52 km de fios em 117 ruas de SP

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Elas terão que investir sozinhas no enterramento da fiação, que fará com que 2 mil postes sejam retirados do centro da cidade até julho de 2018.


Até julho de 2018, as operadoras de telecomunicações devem enterrar 52 quilômetros de fiação, eliminando cerca de 2 mil postes em 117 ruas de São Paulo. Este foi o anúncio do prefeito João Doria (PSDB) nesta segunda-feira (14).

Apesar de se tratar de um acordo envolvendo a Prefeitura de São Paulo e também a Eletropaulo, os custos do enterramento serão de responsabilidade única das operadoras.

Para não dizer que a AES Eletropaulo não terá que pagar nada, ela pagará, sim, os cerca de R$ 6 milhões para remover os postes das ruas, que estavam desde o começo do ano para serem definidas. Já a prefeitura, não terá que arcar com nenhuma obra.

A boa notícia para as operadoras é que, apesar do investimento no projeto, elas deixarão de pagar aluguel para usar os postes da Eletropaulo.

Apesar da previsão inicial, a meta é diferente: enterrar 100 km de fios por ano na gestão de João Doria, enquanto que, na gestão de Fernando Haddad (PT), o pedido era de 250 km por ano. Mesmo com a meta, há muitas outras situações que podem alterar os planos das operadoras, que não receberam um contrato formal com datas.

Consolação, Bela Vista, República, Santa Cecília, Jardim Paulista, Bom Retiro e Brás são as regiões escolhidas para o enterramento de 58 mil km de cabos, incluindo energia e de telefonia, TV e internet, que aumentarão em seis vezes a quantidade de cabos subterrâneos em São Paulo, que atualmente tem 11,4 mil.

A partir do terceiro trimestre do ano que vem, quando essa primeira fase do chamado “Cidade Linda Redes Aéreas” deve terminar, o cronograma irá incluir outras regiões.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), João Moura, o trabalho deve ser gradativo e não feito de uma vez, como já sugerido antes, também para não criar problemas para a população. A ideia é que a maior parte das obras no centro da cidade ocorra em janeiro, para não prejudicar o comércio durante as festas de fim de ano.

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