domingo, 23 de julho de 2017

NET e Oi não devem investir em TV paga via streaming como a SKY

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Representantes das operadoras afirmam que TV por assinatura ainda é prioridade no Brasil e tem muito para crescer sem precisar “copiar” Netflix.

Apesar de a SKY já estar investindo em canais via streaming dentro do pacote de TV por assinatura – aliás, com novidade prevista para lançar no ano que vem –, a NET e a Oi afirmam que não têm planos para criar esse tipo de oferta, mesmo com o constante crescimento e possível “ameaça” da Netflix, popular provedora de filmes e séries de TV via streaming.

A discussão aconteceu na última segunda-feira (17) durante o evento Streaming Brasil, em São Paulo. Para o diretor de produtos de vídeo da América Móvil – empresa que responde pela NET e Claro TV –, Alessandro Maluf, e o diretor de produtos da Oi, Ermindo Checchetto Neto, a TV por assinatura pela internet não será uma realidade no Brasil.

Que as tendências na forma com que o usuário assiste seus programas favoritos vêm se transformando, isso é inegável. Mas, ainda assim, o executivo da NET diz que a TV paga (produto premium do ramo, segundo ele) ainda tem muito a crescer no país, e, para não deixar o digital de lado, a empresa tem se preocupado em investir no conceito de multitelas e TV em todo o lugar.

Conforme divulgado pelo Minha Operadora no começo da semana, a SKY pensa diferente. Segundo o presidente da operadora, Luiz Eduardo Baptista, a novidade da SKY, em breve, vai ser o serviço "SKY Now", que já está sendo testado seguindo o estilo do DirecTV Now, e que reunirá não só filmes e séries, como a Netflix faz, mas também os canais da programação.

E se para a SKY os desafios envolvem a qualidade de banda larga no Brasil, que varia dependendo da região, para a NET e a Oi há mais a ser pensado, como a regulação ainda não feita pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) para transmissões OTT (over the top – distribuição de vídeo on-line).

E vender assinaturas de TV paga com conteúdos da Netflix? Para as operadoras, esse ainda é um caminho difícil de ser seguido, embora a empresa tenha fechado um acordo nesse estilo no ano passado em parceria com operadoras da Europa, América Latina e Caribe.

De toda forma, vale ficar de olho na evolução da Netflix, que, também nesta semana, anunciou ter ultrapassado as expectativas de assinantes no segundo trimestre de 2017. Após lançar 14 novas temporadas de séries 100% originais, 13 especiais, seis documentários, nove filmes e sete temporadas de séries para os pequenos, a Netflix atraiu mais 5,2 milhões de assinantes somente nos últimos três meses. Ou seja, são 104 milhões de usuários ao redor do mundo, sendo que o Brasil representa um de seus três maiores mercados fora dos Estados Unidos.

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