domingo, 23 de julho de 2017

Banda larga cara e incompleta no Brasil? Culpa de regras e impostos

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Opinião é do CEO da Vivo, que, junto com representante da TIM em evento, debate o assunto e sugere alternativas para que o setor de telecom possa crescer.


Em um evento organizado pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) nesta última semana, o CEO da Vivo, Eduardo Navarro, afirmou que a alta carga tributária e a regulamentação excessiva do setor de telecomunicações são os grandes culpados para a demora na expansão de banda larga no Brasil, do próprio avanço das empresas de telecom, e pelos altos preços cobrados pelas operadoras brasileiras em comparação aos outros países.

Ao afirmar que essas medidas diminuem o retorno sobre os investimentos em um momento em que a população quer cada vez mais serviços de qualidade, Navarro cita alguns estudos que reforçam essa ideia. Por exemplo, que entre os 10 países com maior número de acessos à internet, o Brasil (5º lugar) é o primeiro em carga tributária, representando um total de 43,9%. O segundo lugar é da Rússia, com tributação em mais da metade em relação ao Brasil: 18%.

Apesar de destacar os números, o executivo não pede uma redução em tributos, apenas não quer que a carga seja aumentada ainda mais, situação que vem sendo uma possibilidade discutida nos últimos dias.

Já o representante da TIM, vice-presidente de Estratégia e Inovação da operadora, Luís Minoru, sugere uma nova alternativa para expandir os serviços com mais rapidez: compartilhamento de infraestrutura entre as operadoras. Para ele, essa opção beneficiaria os clientes que vivem em áreas remotas e ainda não recebem bons sinais e serviços, e também às empresas, que teriam um "modelo muito saudável” de competição.

Em relação ao assunto da alta carga tributária no setor, o executivo da TIM concordou e explicou que, a cada R$ 1 por dia pago pelo serviço de internet no celular, R$ 0,50 são destinados ao pagamento de tributos.

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