quinta-feira, 29 de junho de 2017

Ligações ao CVV passarão a ser gratuitas com apoio da Anatel

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Após teste, Agência Nacional de Telecomunicações cria “Linha da Vida”, para apoiar a prevenção do suicídio. Número 188 começa a funcionar em seis meses.


Todos os anos, um milhão de pessoas morrem vítimas de suicídio no mundo. Para ajudar a diminuir este número no Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou, nesta terça-feira (27), que as ligações para o Centro de Valorização da Vida (CVV) passarão a ser gratuitas até o fim deste ano. Daqui a seis meses, portanto, a “Linha da Vida” irá atender no número 188, e não mais no 141.

O CVV funciona como uma organização de atendimento voluntário de prevenção do suicídio e também de apoio emocional. Apesar de sua importância, hoje, quem liga para o 141 paga algo em torno de R$ 0,07 por minuto através do telefone fixo, e R$ 0,70 por minuto do celular – custo que, muitas vezes, desmotiva a ligação.

A autorização dessa nova linha, no entanto, já foi assinada pelo Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, Vitor Elísio Menezes, e em breve será publicada no Diário Oficial da União.



Teste 'de sucesso'

Antes de criar a Linha da Vida, um teste foi realizado no Rio Grande do Sul para verificar qual seria o impacto de um número de utilidade pública de emergência, ou seja, onde as pessoas pudessem ligar sem pagar e contar com o suporte em casos de suicídio. Os índices surpreenderam: com a gratuidade, os atendimentos quase chegaram a triplicar, de 3,6 mil ligações por mês passaram para 9,2 mil.

A sugestão foi da Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, do Ministério da Saúde, que entrou em contato com a Anatel em busca desse novo número de atendimento.

Outro dado apresentado na experiência piloto foi que as chamadas, antes, eram feitas em 70% dos casos por telefones fixos – provavelmente pelos custos bem menores por minuto – mas, com a possibilidade de ligar gratuitamente, 90% das chamadas passaram a ser feitas por celulares.

Uma das preocupações que envolve o assunto é a questão dos trotes, que poderiam ser maiores se não houvesse cobrança. Mas, através do teste, a Anatel pôde perceber que o benefício às pessoas que realmente precisam de ajuda com a linha supera o número de ligações indevidas – essas, que não aumentaram com a aplicação do 188, uma vez que o tempo médio de atendimento foi de 20 minutos.

Quanto ao serviço do CVV, a associação prepara voluntários através de um curso e garante sigilo total de todas as conversas, que, além do telefone, podem acontecer por e-mail, chat e via Skype, 24 horas por dia. Se você conhece alguém que precisa de ajuda, indique o número de atendimento: 141 até o último mês de 2017, quando será desativado e substituído pelo 188.

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