sexta-feira, 23 de junho de 2017

Conselho da Oi discute proposta de capitalização de R$ 8 bilhões

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Conselho administrativo da Oi discute proposta de aumento de capital, de R$ 8 bilhões, vista como chave para salvar a operadora.

Conselheiros da Oi discutiram, na quarta-feira (21), a proposta de capitalização de R$ 8 bilhões. A proposta foi avaliada pelo colegiado da tele como forma de ajudar a empresa, que passa por um duro processo de recuperação judicial. A Oi buscou seguir esse caminho após saber do interesse de novos grupos de investidores em investir no negócio.

A capitalização seria feita por fase, junto com o processo de recuperação judicial. O capital inicial seria de R$ 2 bilhões e este foi o principal assunto da reunião do conselho administrativo da empresa.

A recuperação judicial da operadora Oi completou um ano e até agora não houve nenhuma convocação de assembleia de credores. A Oi espera definir os pontos centrais e convocar uma assembleia em setembro.

Os débitos são superiores a R$ 63 bilhões, sendo R$ 32 milhões em dívidas de títulos no mercado internacional, R$ 11 bilhões com a Anatel, R$ 9,3 bilhões com os bancos comerciais, US$ 3 bilhões com bancos e agências de fomento internacionais e mais R$ 3,3 bilhões com o BNDES.

Antes de considerar a capitalização, o plano da companhia previa uma dívida bruta de R$ 29 bilhões ao final do processo. E que em três anos essa dívida cairia para pelo menos R$ 25 bilhões. A Oi fechou o pregão de terça-feira (20) na Ibovespa valendo R$ 3 bilhões.

Quando a empresa entrou com pedido de recuperação judicial, ela possuía R$ 4,18 bilhões em caixa, que chegaram a ser R$ 6,88 bilhões no fim de abril deste ano. Antes da abertura do processo, a Oi vinha tendo um gasto mensal perto de R$ 1 bilhão com o pagamento das dívidas que contraiu.

A capitalização dos recursos se deve ao interesse de fundos de investimentos e novos acionistas que pretendem aportar dinheiro novo na empresa. Entre os eventos que levaram a Oi a tamanha desestabilização financeira foram a compra da Brasil Telecom, a fusão com a Portugal Telecom, multas impostas pela Anatel e dividendos altos distribuídos a antigos donos da empresa.

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