terça-feira, 25 de abril de 2017

Francisco Valim deixa presidência da Nextel

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Quem ocupa o lugar de Francisco Valim na presidência da Nextel é Roberto Rittes, ex-diretor da Brasil Telecom e Oi.


A norte-americana NII Holdings, controladora da Nextel Brasil, anunciou que o executivo Francisco Valim não é mais presidente da operadora. Valim estava no cargo desde agosto de 2015, depois de ter saído da Oi - onde foi CEO entre 2011 e 2013 - e da NET, atuando entre 2003 e 2008.

Roberto Rittes é o novo
diretor-presidente da Nextel.
Quem entra no lugar de Valim é Roberto Rittes, 43 anos, ex-Brasil Telecom (adquirida pela Oi em 2008). Rittes também foi diretor geral do Oi Paggo, cartão de crédito da Oi. Seu último trabalho foi na H.I.G. Capital, empresa sediada em Miami.

"Estamos animados em ter Roberto conosco, liderando nosso foco em crescimento do negócio de 3G e 4G, atraindo e retendo clientes que valorizam os serviços móveis de alta qualidade que oferecemos", disse em comunicado o presidente da NII, Steve Shindler.

No mesmo comunicado, Shindler também agradeceu pela contribuição de Francisco Valim durante seus 18 meses chefiando a Nextel. "Sua experiência em transformar companhias e gerenciar mudanças organizacionais resultou na melhora significativa de nossas operações, e ele deixa fundações sólidas sobre as quais continuaremos construindo".

Agora há pouco, o Minha Operadora divulgou dados da Anatel que mostram que a Nextel foi a empresa que sofreu maior retração de base durante o mês de março, em comparação com fevereiro. A dificuldade que a empresa enfrenta para migrar a tecnologia iDEN (rádio) para 3G/4G também faz com que a sua cobertura própria seja a menor entre as suas quatro principais concorrentes. Fora dos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, a Nextel aluga a rede da Vivo para continuar operando. Isso custa caro aos cofres da companhia.

Com o desuso do serviço de rádio pelos consumidores, outras operações da operadora na América Latina, como a Nextel Argentina e Nextel Chile, não resistiram e foram vendidas para outros grupos de comunicação. A Nextel Brasil precisou se reinventar e entrar de cabeça na tecnologia GSM. Rittes tem agora o desafio de melhorar a situação econômica da Nextel no Brasil.

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3 comentários:

  1. Boa sorte ao Roberto Rittes porque ou a Nextel dá uma reviravolta e melhora essa situação sofrível da falta de cobertura ou ela afunda de vez. Já deveriam ter pensando em trocar esse rádio em desuso e migrado para o GSM 3G/4G há muito tempo, estavam perdendo tempo e agora é ir a luta e construir torres e expandir par ao maior número de cidades possível. Quem quer usar uma operadora pobre em cobertura, disponível quase sempre apenas nos grandes e médios centros? Eu digo: NINGUÉM. Então, vamos melhorar Nextel!!! Mãos a obra.

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  2. O final da Nextel é ser comprada por outro grupo ou pedir recuperacao judicial ... nao vejo outra saida a tempo.

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  3. Duvido muito que a Nextel sobreviva até 2018. O motivo salta aos olhos e parece que ninguém nota: a ausência total de um bom plano pré pago para ganhar base de assintantes. A Nextel vive a utopia de ser prioritariamente uma operadora de clientes pós pagos e esse é o motivo do seu pífio crescimento. Alie-se a isso a ausência gritante de pontos de vendas de chips em várias regiões do país, a carência de lojas físicas para prestar atendimento e não vejo como essa operadora pode sobreviver.
    O preconceito contra o cliente pré, que é a porta de entrada para qualquer operadora, é o ponto fraco da Nextel. Ela pode ter clientes rentáveis, mas não tem uma base quantitativa de clientes para poder ser rentável.
    O Nextel Happy, um fracasso, não atingiu seu alvo, pois planos sem conta precisam ser práticos ao público que se destina. O Happy se provou complicado e de difícil entendimento. Resultado: adesão pífia. O cliente pré não gosta de lidar com contas bancárias, boletos ou recargas estranhas feitas fora de pdv.
    Portanto, acredito que a Nextel vai cair não por ser ruim, mas por não ser popular.

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