sábado, 22 de abril de 2017

As transformações na telefonia: o que mudou de lá para cá?

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As empresas de telefonia deixaram de oferecer a principal função, que é serviço de voz, para ampliar a atuação em TV por assinatura e internet banda larga.


Recentemente as operadoras inovaram em suas promoções, oferecendo minutos entre suas concorrentes e uma maior franquia de internet móvel. Mas e você, pensou que viveria para ver essas transformações acontecendo, até poucos anos antes, inimaginável? 

Pois é, não foi só nossa tecnologia que evoluiu, mas as operadoras de telefonia deixaram de oferecer sua principal função, que é serviço de voz, para também ampliar sua atuação em TV por assinatura e internet banda larga.

Mesmo assim, o foco continua sendo as chamadas convencionais. Porém ela está perdendo força, começando pela linha fixa, que perde assinantes a cada ano. Em contrapartida, as conexões via banda larga fixa estão aumentando nos lares brasileiros.

É curioso lembrar que até um tempo atrás, não muito distante, os brasileiros tinham que esperar a instalação ser feita pela operadora, até então estatal, e pagar um valor muito elevado na época para ter direito a uma linha telefônica, e quem não tinha condições recorria a um telefone público, conhecido popularmente como "orelhão".

Com a privatização, o mercado brasileiro ganhou novas operadoras que herdaram a infraestrutura do sistema Telebrás, e assim começaram a engatinhar. A telefonia móvel chegava aos poucos, timidamente.

Com o passar dos anos, o celular foi ganhando força, mas quem ainda reinava era o telefone fixo, e junto consigo, as altas tarifas praticadas pelas companhias, chegando a cobrar R$ 4,00/min numa ligação interurbana, fazendo o consumidor medir e cronometrar suas palavras ao falar no telefone para não pagar muito caro no fim do mês.



O mundo em constantes mudanças, começávamos a nos familiarizar com a internet, hoje tão indispensável como água e luz em nossa casa, mas que na época era uma opção a mais para se comunicar com qualquer pessoa, inclusive em outros países. 

Sabendo que essa ferramenta poderia ter um ótimo retorno financeiro, as operadoras começaram a investir e modernizar suas redes, instalando as tecnologias mais recentes, e incentivando seus clientes a experimentar e comprar aparelhos que navegassem com internet 2G/3G. Logo, os consumidores gostaram e passaram a usar celulares com essa função, mas como a franquia era pouca e cara, o método de comunicação barato e instantâneo foi o torpedo SMS.

Com uma disputa para conseguir quantidades máximas de clientes, as operadoras começaram a ficar agressivas em suas promoções, uma delas chegando a oferecer ligações, internet e torpedos ilimitados por dia, considerados uma revolução na época, o que obrigou as rivais a seguir com a mesma estratégia para não espantar seus clientes.

Sendo assim, o termo “ilimitado” passou a fazer parte do vocabulário das telefônicas em suas propagandas, e se uma delas teimasse em retroceder ou fizesse alguma “pegadinha”, era boicotada pelos clientes e “linchada” pelas concorrentes.

Se tornando um caminho sem volta, e vendo seus consumidores sendo cada vez mais exigentes, as demais operadoras aos poucos começaram a lançar promoções, mas não muito inovadoras, apenas com o objetivo de manter seus clientes nas suas bases o máximo de tempo possível. Mas isso estava perto de terminar.



O que realmente deu uma reviravolta nas promoções das teles foi o avanço da internet e o surgimento de aplicativos instantâneos como Skype, WhatsApp, entre outros, que eram desconhecidos e restritos, mas que ganharam expansão junto com a internet. 

Celulares comuns foram deixados de lado e deram lugar aos smarthphones, que além de carregar funções semelhantes a um computador, foram incorporados rapidamente na vida das pessoas, e assim, vários apps foram lançados, utilizando a rede das operadoras para enviar mensagens, fazer ligações e chamadas de vídeo.

A evolução dos smartphones fez as receitas de voz e SMS caírem drasticamente durante os anos. Preocupadas, as telefônicas tentaram achar alternativas para barrar essa queda, até uma delas declarou “guerra” a esses aplicativos, mas como percebeu que iria perder a razão, acabou tendo que se conformar e seguir o exemplo de suas rivais, cada uma com promoções semelhantes à outra.

Não restando opções, e seguindo o modelo utilizado em outros países - com a ajuda do governo -, as operadoras se renderam e passaram a oferecer minutos para qualquer celular e fixo do Brasil, o que era sonho de muitos brasileiros.

Recentemente, também vem aumentando as franquias de internet, além de oferecer torpedos e ligações ilimitadas on-net, ofertas essas já estabelecidas por todas as companhias. Com isso, quem ganha novamente é o consumidor, com mais opções e poder de escolha.

Redator em treinamento. Que nota este artigo merece?

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