quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Transexual denuncia TIM por preconceito e demissão

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Caso aconteceu no prédio da operadora em Santo André (SP). TIM diz que repudia qualquer forma de discriminação.

Uma funcionária transexual de 31 anos que prestava serviços para a TIM pela empresa Everis foi demitida no ano passado depois de solicitar a inclusão do seu nome social - Ana Alice Agostinho Ribeiro da Costa - no crachá e nos sistemas da empresa. Ela também solicitou a permissão para utilizar o banheiro feminino do prédio da TIM em Santo André (SP).

Ana Alice foi demitida após seis meses tentando
conseguir os seus direitos com o RH da empresa.
Em entrevista concedida ao portal UOL, Ana conta que entrou na empresa como Arnaldo César. Um mês depois, no entanto, decidiu assumir o novo gênero. Foi a partir daí que começaram as dificuldades. "Quando resolvi assumir, conversei com o RH da TIM. Eles me pediram duas semanas para viabilizar o necessário. Nesse tempo, conversaram com os gerentes, para que não houvesse qualquer desrespeito, já que teria 'um homem que viria com roupas de mulher'. Eles usaram esses termos [...] Teve um dia que fiquei ajudando uma colaboradora da empresa e, no fim do atendimento, tínhamos de mandar um resumo do que foi feito. No dia seguinte, ela sentou ao meu lado e pediu ajuda para identificar quem era o Arnaldo César, que tinha enviado o e-mail. Sai da sala e fiquei 15 minutos no banheiro chorando. Para mim, foi o auge", conta.

Mesmo após a solicitação, os e-mails continuaram chegando na caixa de entrada com o seu nome de batismo e quando os gestores esqueciam o seu nome social, tentavam olhar no crachá, que também estava desatualizado.

Foram seis meses tentando conseguir as mudanças, até que ela se uniu a outra funcionária transexual para juntas lutarem pelos seus direitos. Elas adicionaram suas reivindicações na pauta de duas reuniões da CIPA, mas não conseguiram muita coisa. Às vésperas da terceira  reunião, a outra funcionária foi demitida. Ana estava de licença por causa de uma conjuntivite, mas quando retornou ao trabalho, também foi desligada.

O outro lado da moeda

A assessoria de comunicação da TIM Brasil enviou um comunicado à imprensa que diz:


"Sobre o caso em questão, a empresa esclarece que a colaboradora não era uma funcionária TIM e, em linha com a conduta que adota com seus prestadores de serviço, garantiu que a mesma fosse orientada a buscar o RH da empresa da qual fora contratada, para as devidas providências, já que a TIM não oferece ingerência na gestão dos negócios dos seus prestadores de serviços. A TIM informa que, de imediato, atendeu aos pedidos da colaboradora que lhe cabia, e a comunicou que deveria solicitar às demais alterações para seu empregador. A empresa reitera também que repudia qualquer forma de discriminação".





Já a Everis, empresa que contratou Antônio Carlos Valente, ex-presidente da Vivo, como seu novo Chairman, esclareceu o que segue:

"A empresa mantém processos de avaliação dos funcionários, realizados periodicamente, que podem ocasionar desligamentos quando necessário. Quanto aos crachás, a Everis deu início a um processo de mudança (em andamento) para que todos os funcionários da empresa possam definir seus nomes no crachá, em linha com o que as empresas vêm adotando para adequação ao atual cenário de diversidade na sociedade".


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2 comentários:

  1. Mais mi mi mi da turminha LGBT... mais sujeira da maldita esquerda.

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  2. Mi mi mi nada. Não são os LGBTTS que devem se adaptar aos preconceitos da sociedade, e sim a sociedade que deve se adaptar a realidade e tratar todos com IGUALDADE e respeito.

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