terça-feira, 26 de abril de 2016

Vivo/GVT perde espaço para NET em ranking de velocidade da Netflix

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Todas as operadoras pioraram o desempenho nos três primeiros meses de 2016, mas GVT foi o destaque negativo.


A GVT reinava absoluta - tanto em velocidade quanto na qualidade geral - quando o assunto era internet banda larga. Mas, coincidência ou não, o quadro está começando a mudar depois da aquisição da empresa pelo grupo espanhol Telefônica/Vivo. Quem comprova isso é um relatório que afere a média de velocidade detectada pelo serviço de streaming de filmes e séries Netflix.

Segundo a Netflix, a GVT (hoje Vivo Fibra) competia diretamente com a Live TIM (hoje TIM Live) pela liderança no ranking de velocidade. Agora, tem mais é que estar preocupada em voltar a alcançar a vice-liderança, ameaçada pela NET em dezembro do ano passado, quando a operadora do Grupo Claro chegou a bater uma velocidade média de 3,32 Mbps, empatando com a GVT.

Em janeiro deste ano, todas as principais operadoras de banda larga perderam performance, mas a GVT apresentou uma queda de velocidade maior: foi parar em 3,24 Mbps, enquanto a NET ficou com 3,25 Mbps.

Dados mais recentes, do mês de março, agora mostram que a velocidade da Vivo/GVT continua ladeira abaixo e não atinge mais nem 3 Mega. Para sermos mais precisos, são 2,98 Mbps de média. Enquanto isso, a NET se isola na segunda colocação, com 3,13 Mbps. A líder continua sendo a TIM Live, apresentando 3,25 Mbps.


Toda essa maior lentidão se dá pelo expressivo crescimento no número de consumidores e de conteúdos baixados na rede. Por isso, a solução encontrada pelas operadoras para frear essa perda de velocidade seria a imposição de limites para aqueles que usam a internet para fins não tão necessários. Esse é um assunto que vem rendendo muita polêmica no Brasil.

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3 comentários:

  1. "...essa perda de velocidade seria a imposição de limites para aqueles que usam a internet para fins não tão necessários." Ora! Pagamos uma internet super cara para fazer o que quisermos, o que define como necessário ou não é o consumidor. Cabe a operadora melhorar sua estrutura para suportar o consumidor caso ela perceba que sua estrutura está sendo sobrecarregada, nós remuneramos muito bem as prestadoras e não aceitaremos o limite que elas querem nos impor juntamente com o aval da ANATEL que só pensa nas operadoras e não na população. O problema não é nosso, o problema é das operadoras que querem ganhar mais e investir de menos, isso é um golpe contra a democracia e o livre acesso à internet!

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  2. O que existe é que a Vivo está utilizando a infraestrutura antiga da GVT para tráfego de celulares da operadora, impactando diretamente nos clientes fixos. Para completar vão culpar os clientes por essa queda. Enfim, não investe nada e ainda ganha se todo mundo cair na lorota de que tem que limitar o tráfego de dados.

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