sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

TIM se nega a negociar com a Oi e LetterOne desiste de proposta bilionária

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Ações da operadora brasileira Oi despencaram depois da recusa da TIM em formalizar uma união entre as duas empresas.


O fundo de investimentos russo LetterOne (L1), enviou um comunicado para a operadora de telecomunicações brasileira Oi informando que desistiu do seu plano de injetar cerca de R$ 4 bilhões no caixa da operadora, para ajuda-la no processo de fusão com a TIM Brasil.

Segundo o Letter One, a Telecom Italia - controladora da TIM Brasil - respondeu as sondagens da L1 de forma negativa.

"... Embora agradeça a L1 Technology por sua abordagem, [a TIM] não deseja aprofundar negociações a respeito da possibilidade de uma união entre a Oi e a TIM, no Brasil", disse, em nota, o fundo de propriedade do bilionário russo Mikhail Fridman.

O principal motivo para a rejeição da TIM - além de não achar qualquer atrativo da Oi convincente a ponto de ser feita a fusão, como disse Marco Patuano, presidente da Telecom Italia, no ano passado - foi a desproporcionalidade do tamanho da participação das empresas na nova Oi. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o L1 ficaria com 43% das ações da empresa, e a TIM com 35% do capital. Os outros 22% ficariam com os atuais donos da Oi e/ou seriam abertos ao mercado.

Depois do anúncio, os investidores da Oi reagiram muito mal, como já era de se esperar. Os papéis preferenciais terminaram esta segunda-feira, 25, com queda de 16,56%, cotados a R$ 1,41; enquanto que os ordinários apresentaram um valor 19,3% negativo, fechando o dia a R$ 1,63.

Apesar de a TIM menosprezar a possibilidade de se tornar a maior operadora de celular do país, ultrapassando inclusive a líder isolada Vivo, do grupo espanhol Telefónica - que já teve participação no capital da operadora italiana - e ter levado decepção para os diretores da Oi com a sua negativa, nem tudo está perdido. A operadora brasileira disse que vai continuar analisando todas as formas possíveis de efetuar uma consolidação no mercado de telefonia brasileiro.

"A Oi continua a empreender seus esforços de melhorias operacionais e transformação do negócio, com foco em austeridade, otimização de infraestrutura, revisão de processos e ações comerciais", afirmou Flavio Nicolay Guimarães, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Oi.

O fundo L1 também manisfestou interesse em permanecer pesquisando possibilidades de investimento no Brasil, ao dizer, no mesmo comunicado de desistência enviado à Oi, que "apesar de um ambiente macroeconômico desafiador, LetterOne está interessada em investir no Brasil: um país com bom potencial de crescimento de longo prazo".

Pelo menos até o mês de maio, a Oi ainda mantém um contrato de negociações exclusivas com o grupo LetterOne, e é possível que até lá o fundo de investimento refaça sua proposta para a TIM. Mas já existem outros fundos de investimento de olho na Oi. Os norte-americanos Elliot e Cerberus seriam os principais interessados em "ajudar" a Oi a sair do vermelho.

A Oi precisava (ou precisa) desta fusão para melhorar a sua 'saúde financeira', que está sendo abalada a cada trimestre que passa. Receber uma injeção de mais alguns bilhões de reais, deve dar fôlego para a empresa voltar a investir com mais força no setor.

Para a TIM, usar a infraestrutura de serviços fixos da Oi - como internet banda larga e TV por assinatura, presentes em quase todo o território nacional (com exceção do Estado de São Paulo) - igualaria seu tamanho às concorrentes Vivo (que comprou a GVT no ano passado) e Claro (que fez sociedade com NET e Embratel). A TIM só tem banda larga fixa nas principais cidades dos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, e não possui operação de TV fechada, tornando a empresa menos convergente do que as demais.

O principal trunfo da TIM é a telefonia móvel, enquanto a Oi ainda tem mais poder na telefonia fixa. A junção desses dois segmentos de comunicação, na visão do L1, formaria uma nova empresa, mais completa e com mais vantagens.

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6 comentários:

  1. espero que fusão realmente não aconteça pois acredito que ficaremos mto mais dependentes e monopolizados por essas operadoras.

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  2. já fui cliente oi, e hj não me arrependo de deixado a operadora, pois os serviços prestados são péssimos, e nada atrativos sem contar os benefícios nada em conta em relação a valores, se houver esta fusão a Tim já é sobre carregada e ficará mas ainda então irá juntar a Tampa e o pinico.
    e acredito que enuanto houver mais competição e concorrência que sai ganhando somos nos consumidores, pois caso contrario concordo tudo será monopolizado e ficaremos totalmente dependentes delas sem opção!!

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  3. A Oi precisa urgentemente se tornar uma autorizada do STFC nos grandes centros e parar de desperdiçar capital con a planta de orelhões que só dão prejuízo. É um peso que a operadora Oi carrega inutilmente, travando investimentos fortes em dados. Retirem o peso da concessão e a Oi conseguirá se tornar uma competidora ágil, agressiva e com qualidade, pois concentrará seu foco em banda larga. Também seria bom uma auditoria profunda na empresa para ver se não há problemas ocultos que colaboram com esse travamento na Oi.

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  5. Esse monopólio seria muito ruim para os clientes já não basta a GVT que vai virar vivo, só doido para achar que seria uma coisa boa, felizmente a tim não aceitou!

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  6. Todos sabem que nos últimos 13 anos a oi sempre desprezou o cliente com o seu monopólio de comunicação e ainda mais o da internet, claro ,tinha a tutela do estado e ai fazia o quem bem entendia.O historia de incompetência da empresa é gritante e todos sabem o que era ter um serviço da oi em sua casa.Agora tomara que colha o que plantou, dividas e desprezo pois a concorrência é logo ali.

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