domingo, 15 de novembro de 2015

Vivo/GVT e Embratel/NET conseguem crescer na telefonia fixa

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Com a oferta de pacotes convergentes, operadoras ainda estão conseguindo apresentar crescimento em maio a um mercado "quase perdido".



Mesmo em meio a um processo natural de abandono dos telefones fixos por parte dos consumidores de serviços de telecomunicações, existem operadoras que estão conseguindo crescer no setor. Utilizando estratégias para segurar e atrair os clientes, como o oferecimento de combos, onde a linha fixa - mesmo que nunca utilizada - fica atrelada a outros serviços muito utilizados pelo usuário a um preço especial. Todas as principais companhias de serviços fixos com operação no Brasil utilizam deste método, e algumas delas vem obtendo êxito.

Vivo, que se uniu com a GVT justamente de olho no seu crescimento surpreendente na telefonia fixa, viu sua base de linhas ativas disparar: mais 170 mil terminais foram adicionados durante o mês de setembro, segundo dados mais recentes divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As empresas do Grupo Telefónica obtiveram o melhor desempenho isolado num segmento em que a queda é a tendência. Mas não foi só a Vivo/GVT que se saiu bem. NET/Embratel, que também se uniram para dominar o mercado fixo, subiram em mais 24,1 mil clientes sua base de assinantes.

Mas os bons resultados no setor de telefonia fixa param por aí. A Oi, maior prejudicada com a saída inesgotável de pessoas do segmento, está em estado de alerta após não conseguir estancar a perda de clientes do Oi Fixo. Mesmo com a venda conjunta de banda larga e TV por assinatura à sua linha fixa, como fazem as concorrentes, a operadora brasileira viu -112,6 mil linhas fixas serem canceladas. A Algar Telecom também saiu perdedora, apresentando crescimento negativo de -2,6 mil telefones fixos.

A Oi ainda é, por pouco, a maior prestadora do Serviço Telefônica Fixo Comutado (STFC) do Brasil. Com 15,45 milhões de assinantes, a companhia possui 35% de participação de mercado. Mas está sendo ameaçada pela Vivo, que após a compra da GVT, está na cola da Oi, com 15,1 milhões de linhas telefônicas ativas e 34,3% de market share. Se o desempenho de ambas as operadoras se mantiver, a Oi será ultrapassada facilmente até o final do ano.

NET/Embratel são o terceiro maior conglomerado de linhas de voz fixas do país, dono 11,6 milhões de terminais (26,3%). E a Algar Telecom presta serviço para 945 mil clientes.

Em setembro, o Brasil possuía 44,19 milhões de telefones fixos em funcionamento. No acumulado dos últimos sete meses do ano (março à setembro), o setor perdeu -776,5 mil linhas. Mas apresentou um leve crescimento de agosto para setembro, último mês analisado pela Anatel.

De acordo com as métricas de densidade demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de cada grupo de 100 habitantes, 21,58 eram usuários do serviço de telefonia fixa em setembro. O serviço ainda está mais presente na região Sudeste, onde 31,47 de cada 100 pessoas utilizam a modalidade de comunicação, seguida da região Sul (24,61), Centro-Oeste (20,94), Nordeste (9,43) e Norte (7,89).



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