quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Faturamento com internet na TIM vai ultrapassar ligações em 2016

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Principal diretor da operadora de telecomunicações aproveitou o evento TIM Day para apontar pontos fracos de empresas como Sky, Nextel e Oi.

A TIM Brasil realizou, na manhã desta terça-feira (15), a terceira edição do TIM Day, momento dedicado pela operadora para detalhar as estratégias e esclarecer dúvidas de analistas de mercado e investidores. Durante o evento - realizado em Nova Iorque, o presidente (CEO) da TIM, Rodrigo Abreu, apresentou o balanço parcial dos resultados da companhia em 2015 e as perspectivas futuras - tendo em vista o atual cenário macroeconômico brasileiro e a mudança de perfil dos clientes de telefonia, com a crescente migração do uso de voz para dados.

Abreu trouxe a visão da empresa para as oportunidades que o mercado apresenta em um cenário de transformação. Um dos destaques da apresentação foi a demonstração de que a receita de dados da operadora deve superar, no começo de 2016, a receita com serviços de voz - o que antes era esperado para ocorrer apenas em 2017.

“O comportamento do consumidor está mudando muito rápido. No Brasil, a migração drástica do consumo de voz para dados foi percebida já no fim de 2014 e no começo desse ano. Manter os investimentos em infraestrutura, principalmente em rede 4G, será fundamental para competir nesse novo cenário focado no uso da internet móvel. É por este caminho que segue a estratégia da TIM para se manter competitiva e protagonista neste mercado”, afirma Rodrigo Abreu, CEO da TIM Brasil.

Durante a apresentação, o executivo destacou outras mudanças importantes no comportamento dos consumidores. Pela primeira vez no Brasil ocorre a estabilização do mercado de assinantes. A base pré-paga, que vinha crescendo nos últimos dois anos, apresentou leve queda de 0,3% no segundo trimestre de 2015, na comparação com 2014. Assim, a companhia aposta no crescimento de sua base de valor entre os usuários pós-pagos e pré-pagos - que cada vez mais concentram sua experiência e gastos em telefonia em apenas um SIM card.

Segundo Abreu, os investimentos em infraestrutura são o que possibilitam a ampliação da oferta de serviços, principalmente dentro da base atual, e têm ajudado a melhorar a percepção do cliente. No primeiro trimestre de 2015, foram investidos quase R$ 1 bilhão pela TIM no Brasil em diversas frentes. A empresa tem como meta alcançar 79% da população urbana com 4G, chegando a 15 mil antenas até o fim de 2017. Já em relação aos sites 3G, a previsão é chegar a 14 mil antenas no mesmo período.

O CEO da TIM falou também sobre o primeiro plano de eficiência operacional da operadora, apresentado na divulgação de balanço da companhia no segundo trimestre, entre outros aspectos que farão com que a empresa continue crescendo e consolidando a base de clientes.

“Estamos cientes dos atuais desafios macroeconômicos no Brasil. Apesar disso, mantemos nosso investimento agressivo em infraestrutura no país nos próximos três anos e não vamos nos desviar dos nossos pilares e governança. A companhia se mantém extremamente confiante em sua estratégia de negócio”, completa Abreu.
 
Sobre a concorrência
 
Rodrigo Abreu também utilizou a sua experiência para comentar o que observa de ruim nas empresas rivais a que ele administra. Segundo ele, a Oi é uma operadora que está muito endividada [a mais endividada do país], e que não se mexe para ampliar a sua cobertura 4G, já que a quarta maior companhia de telefonia móvel do país preferiu não participar do leilão da faixa de frequência de 700 MHz para a transmissão de sinal 4G/LTE em áreas rurais.
 
Em relação a Nextel, o executivo nota que eles investem em agregar usuários em planos pós-pagos (de conta), mas acaba não crescendo realmente no território nacional, e isso pode começar a prejudicar a empresa do grupo norte-americana NII Holdings em breve. A quinta maior operadora celular do Brasil é dona de menos de 1% da fatia de mercado nacional.
 
Por fim, Abreu citou a Sky. Na visão dele, a norte-americana AT&T (atual controladora da Sky) precisa começar a agir com urgência para buscar outras alternativas que não apenas a TV por assinatura. Em outras palavras, ele quis dizer que o método de fornecer apenas um serviço está a beira da falência diante de tantos pacotes convergentes oferecidos pelo mercado.

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Com informações de Assessoria de Imprensa TIM.

Um comentário:

  1. Essa é a tendência! Tudo vai girar em torno da Banda Larga, não tem jeito, nem como fugir! As operadoras precisam se adequar e investir em Banda Larga, a Anatel precisa levantar a bunda da cadeira, se reinventar e antecipar a essa situação, precisam fazer o 3G funcionar como 3G e já está de bom tamanho inicialmente, e nada mais do que já é amplamente divulgado pelas operadoras, que sabemos não funcionar muito bem...

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