quarta-feira, 8 de julho de 2015

BB Investimentos prevê alta de 22% das ações da Oi

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Mesmo com problemas operacionais e financeiros enfrentados pela operadora, corretora do Banco do Brasil acredita nos esforços da direção da empresa.

A BB Investimentos, setor de investimentos financeiros do Banco do Brasil, começou a analisar o desempenho da Oi no mercado. As ações OIBR3 estão com preço alvo em R$ 6,50. Apesar das dificuldades operacionais da operadora, a corretora projeta um crescimento de 21,7% no preço das ações.

A corretora reconhece que a companhia está com um crescimento das receitas abaixo do esperado, e que foi preciso reduzir o Capex (despesas de capital ou investimento em bens de capital), para pôr um fim ao aumento da dívida. Por ser a principal empresa de telefonia fixa do país, setor que vem caindo drasticamente em faturamento, a Oi acaba sendo a principal prejudicada.

No entanto, os analistas da BB Investimentos chegaram a conversar com executivos da empresa de telefonia, que reforçaram estar empenhados num processo de recuperação da operadora baseado em quatro pontos fundamentais: alavancagem de infraestrutura de rede, através de um melhor uso dos ativos disponíveis; inversão operacional, com uma profunda reestruturação do negócio; melhorias no ambiente regulatório e alienação de ativos non-core (que não são fundamentais) e desalavancagem. Os analista explicam que o desafio "é avaliar se essas iniciativas irão criar valor para os acionistas ou apenas produzirão um sopro de alívio para a situação atual da Oi".

No entanto, é óbvio que nem tudo é maravilha, há riscos. "A maior deterioração das receitas de telefonia fixa, perda de competitividade devido a capex inferior, piora dos resultados esperados no processo de inversão operacional, especialmente sobre aumento de alavancagem, podem corresponder em riscos para o upside [potencial] esperado da empresa", detalham os profissionais financeiros da corretora.

Além disso, o aumento da agressividade e concentração de poder da concorrência, mudanças desfavoráveis no ambiente regulatório e diluição adicional dos acionistas menores em um esforço para desalavancar a empresa no longo prazo, podem servir de obstáculos para o crescimento da rentabilidade de um investidor.

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