sábado, 7 de fevereiro de 2015

Polícia vai fazer bloqueio de celular roubado em até 12 horas

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Medida anunciada nesta sexta pelo Governo de São Paulo visa diminuir número de roubo de celulares e smartphones.

Uma nova resolução que busca agilizar o bloqueio de celulares roubados ou furtados foi anunciada nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Os roubos desses aparelhos cresceram 149,59% em 2014 em relação a 2013.

O anúncio foi feito após reunião com os representantes das empresas de telefonia e o secretário de Segurança, Alexandre Moraes. Foi anunciada a edição da Resolução 3/2015, que centralizará no Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) todas as requisições de bloqueio para as operadoras de telefonia no prazo máximo de 12 horas.

“Queremos que os IMEIs (International Mobile Equipment Identity) sejam efetivamente bloqueados”, explica o secretário. “Os IMEIs são o ‘documento de identidade’ dos celulares e, uma vez bloqueados, impedem o funcionamento e a comercialização destes celulares no mercado ilegal, tornando inútil o furto e roubo desses equipamentos”.

Conforme a resolução, o Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIPOL) solicitará o bloqueio dos IMEIs de celulares furtados e roubados diretamente às operadoras. Antes da resolução, apenas as vítimas podiam adotar o procedimento junto às empresas de telefonia.

O secretário disse ainda que um grupo de trabalho será criado para estudar outras medidas para aprimorar a medida. “Este grupo terá três participantes de cada operadora, de três áreas técnicas diversas, para conseguir, a partir dessa experiência, um mecanismo que seja imediato”.

Durante os registros dos boletins de ocorrência de roubo e furto de celulares, os delegados devem coletar autorização das vítimas para que a Polícia Civil possa proceder à solicitação do bloqueio.

A nova sistemática também permitirá que isso seja feito quando o crime for registrado pela Delegacia Eletrônica. “Já determinei que seja feita uma mudança no site da Delegacia Eletrônica para incluir esta autorização pelas vítimas”, afirmou o secretário.

A dificuldade em inutilizar celulares roubados e furtados é considerada pela SSP como um dos facilitadores da prática de crimes. Isso porque, antes da resolução, somente quem tinha um celular subtraído podia pedir às operadoras o bloqueio, que, geralmente, só era solicitado em relação ao chip e não ao IMEI.

No caso do chip, apenas a linha telefônica fica inutilizada, permitindo a comercialização dos aparelhos no mercado ilegal. Quando o IMEI é bloqueado, o celular fica sem uso.

A SSP também encaminhará ao governador Geraldo Alckmin minuta de projeto de lei que prevê a proibição da comercialização de aparelhos que desbloqueiam o IMEI. O projeto prevê o cancelamento da inscrição estadual dos estabelecimentos que descumprirem a determinação.

Quanto aos comércios irregulares dos desbloqueadores, a Polícia Civil afirmou que irá aprimorar a investigação e apreensão deste tipo de produto. “Nós pedimos à Delegacia Geral para intensificar o combate a essa pirataria. Não adianta nos preocuparmos com estabelecimentos regulares, se não atacar o irregular. Mas, como isso não necessita de nenhuma mudança legislativa, começaremos imediatamente”, disse Moraes.

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Com informações de Terra.

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