terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Comercial da Claro TV voltado a crianças é vetado pelo Conar

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Propaganda da NET também foi denunciada e analisada pelo Conselho durante o mês de novembro.

O Conar (Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária) divulgou as propagandas denunciadas que foram analisadas pelos conselheiros durante o mês de novembro. Ao todo, 36 comerciais passaram pelo filtro do Conar. Desses, apenas dois foram de operadoras de telecomunicações. Um sinal de que houve um melhor comportamento das teles nos período. Claro e Net, ambas do Grupo América Móvil, foram as empresas.

Após analisar uma campanha com base no Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, o Conar pode tomar três decisões principais, além da advertência. Uma campanha pode ser:
  • Sustada - Quando o Conar decide interromper a veiculação da campanha denunciada;
  • Alterada - Quando é decidido que a empresa denunciada deve mudar algum termo ou elemento utilizado na campanha, se quiser que ela continue sendo veiculada;
  • Arquivada - Quando o Conar não vê motivos para tomar medidas contra a campanha denunciada.


NET - Navegar Instantâneo é Novo
Denúncia: Vivo


Para Vivo, campanha da concorrente Net no segmento de acesso em banda larga à internet contém enganosidade, ao mencionar preço do serviço para acesso de 30 mega mas, no anúncio, veiculado em TV e mídia impressa, destacar as características do serviço que prevê acesso de 120 mega.

Em sua defesa, a Net argumenta que tal distinção é apresentada de forma conveniente, não comportando confusão. Em primeira instância, Conselho de Ética não aceitou os termos da defesa e, por maioria de votos, deliberou pela recomendação de alteração agravada por advertência à anunciante.

A Net recorreu da decisão mas a viu confirmada no que toca à proposta de alteração do filme para TV. "Por se tratarem de produtos muito distintos em relação a preço e a enorme competição existente no mercado, acredito que será muito mais adequado anunciar um produto que tenha exatamente as características da oferta anunciada", escreveu o relator em seu voto, aprovado por unanimidade pela câmara revisora.

Claro - Sofanáticos
Denúncia: Consumidor


Consumidores de São Paulo e Guarulhos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Piraí do Sul (PR), num total de seis queixas, acusam comercial para TV da Claro, produzido em animação e criado para divulgar serviço de TV por assinatura, de ser estruturado de forma a constranger pais com o propósito de forçar consumo, prática vedada pelo Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. O filme, reclamam os consumidores, é também deseducativo, na medida em que propõe ser melhor "ficar no sofá" do que brincar. Mais queixas chegaram depois da abertura do processo ético.

A Claro e sua agência consideram as denúncias exageradas. Apelam para o bom humor do anúncio, que retrata situação cotidiana. Nega que o comercial proponha ser ruim brincar.

O relator, ainda que tenha aceitado este último argumento, votou pela sustação. Para ele, as travessuras mostradas na animação, concluídas com a frase "papai afinal entendeu o recado", conduzem ao entendimento que um comportamento inadequado por parte de crianças e adolescentes pode ser um meio eficaz para convencer os pais a adquirir o pacote televisivo. O relator defendeu, em consonância com o Código, "um cuidado especial que um anúncio com estas características precisa considerar, principalmente quando aborda comportamentos, valores sociais positivos e boas maneiras em geral, em que as chamadas 'chantagens sociais', principalmente envolvendo crianças, não devem ser incentivadas", escreveu em seu voto, aprovado por unanimidade.

Leia também: Conheça comerciais que passaram pelo Conar em meses anteriores
                         Claro foi a operadora que mais conquistou clientes em novembro
                         Oi TV foi a operadora mais assinada em novembro

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