sábado, 6 de dezembro de 2014

Oi aprova venda da Portugal Telecom para a francesa Altice

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Agora os acionistas da PT SGPS serão consultados por meio de uma assembleia sobre a decisão.


Os acionistas da operadora brasileira de telecomunicações Oi aprovaram, em reunião do Conselho realizada nesta sexta-feira (06), a venda da PT Portugal para a multinacional francesa Altice. A decisão foi unânime.

A proposta da Altice, avaliada em 7,4 bilhões de euros, ainda depende do aval dos acionistas da PT SGPS S.A., que estão numa situação complicada sobre o que fazer, visto que ainda existe uma OPA (Oferta Pública de Aquisições) oferecida pela empresária mais rica da África, a angolana Isabel dos Santos, por meio da Terra Peregrin, para a Portugal Telecom. Se a proposta da Altice também for aceita pelos acionistas da PT SGPS, a empresária admite retirar a oferta. Dentre as exigências da proposta da filha do presidente da Angola é “não haja venda de ativos relevantes e estratégicos” e a PT Portugal, obviamente, é um desses ativos. Assim, se a PT Portugal for vendida, “a Terra Peregrin terá de decidir se avança ou deixa cair a oferta. O mais provável é que a deixemos cair”, afirmou Mário Leite da Silva, num encontro com jornalistas.

Esta não é a primeira vez que a Terra Peregrin (representando Isabel dos Santos) tem uma proposta vetada pela Oi. Em meados de novembro, a Oi recusou uma outra OPA pela Portugal Telecom, a classificando como "inaceitável', por conter exigências que acarretariam em alterações nos termos de sua fusão com a Portugal Telecom. Na época, o porta-voz da empresária disse lamentar que a Oi "tenha tomado uma decisão sem ponderar devidamente a proposta de criação de valor apresentada, sem sequer ouvir as partes interessadas que, para além de si, estão envolvidas."

Dessa vez, a Terra Peregrin disse que uma decisão de venda da Portugal Telecom pela Oi para a Altice "não é um fato consumado", e que cabe também aos acionistas da PT SGPS tomarem uma decisão.

"Este negócio entre a Oi e a Altice não é um fato consumado se os acionistas da PT SGPS não o quiserem consumar", frisou uma fonte da Terra Peregrin aos jornalistas, antes mesmo de saber sobre a aprovação da venda da PT Portugal à Altice pela administração da Oi.

Porém, a operadora brasileira parece ser mais poderosa, e está promovendo mudanças consideráveis na Portugal Telecom. A PT SGPS possui uma participação de 25,6% da Oi, que por sua vez é detentora de 100% da PT Portugal.

Segundo informações das agências de notícias internacionais, durante reunião dos membros da Oi, os representantes da PT SGPS tiveram inclusive de sair do local em que estavam acontecendo as conversas no momento da aprovação da proposta da Altice.


A Oi vai poder utilizar o dinheiro para reduzir a sua dívida, e consequentemente investir em recursos no Brasil. Apesar de recuar da ambição de tornar-se uma operadora de nível internacional. Os ativos portugueses foram adquiridos pela Oi há um ano, fruto da processo de fusão com a Portugal Telecom.

Para o bilionário franco-israelense Patrick Drahi, controladora da Altice, a compra da PT Portugal e seus ativos seria o segundo maior acordo do ano, pois consolidaria a indústria de telecomunicações europeia, reduzindo seus custos e melhorando seus lucros.

A Altice tem aumentando suas aquisições nos últimos tempos. Foi autorizada por autoridades de controle da concorrência a a adquirir a operadora móvel francesa SFR, em outubro, por aproximadamente 23 bilhões de euros. A ideia foi combiná-la com a Numericable, empresa de TV a cabo que presta serviços na França, Luxemburgo e Portugal, para fornecer produtos convergentes. Em junho, a Altice também adquiriu o controle da operadora Virgin Mobile na França.

Se conseguir comprar as operações da Portugal Telecom, o plano da Altice é unir os serviços da PT com as empresas Cabovisão e Oni, propriedades da Altice em Portugal.

Nos meios de comunicação portugueses, a decisão da Oi já está sendo motivo de comentários:



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