segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Brasil é alvo de fusões e aquisições. Qual deve ser o nosso futuro?

O que você achou? 
Apesar de os resultados de todas essas operações só dependerem dos magnatas da área, não custa nada torcemos para que algumas delas deem certo. Veja o resultado de mais uma enquete da semana.


Negócios, fusões, aquisições, economia, corte de gastos, investimentos. Essas palavras nunca foram tão utilizadas nos noticiários do setor de telecomunicações brasileiro. Temos um exemplo bem aqui no Minha Operadora. Desde 2008, quando a Oi decidiu comprar a Brasil Telecom que nada para mais nos bastidores das empresas de telefonia. Portugal Telecom sai da Vivo, entra na Oi. A Vivo sozinha quer comprar a GVT. A TIM também mostra interesse, mas o valor armazenado nos cofres da Vivo falam mais alto e a GVT decide negociar com a Vivo. A TIM, agora solitária e triste por não ter tido êxito na proposta pela GVT, começa a ser sondada pela Oi/Portugal Telecom, que ameaça junto com Claro e Vivo, a fatiá-la entre elas e remover a operadora italiana do mercado. Até onde sabemos, nenhum outro país andou tão cheio de negociações na área de comunicação nos últimos seis anos como o nosso.

Porém, sempre repetimos: o resultado dessas transações só são resolvidos entre "quatro paredes", e dessa sala de reuniões só vai sair o que for bom para os empresários do setor, obviamente. Como os consumidores não podem envolver-se com essas questões, é bem provável que alguma parceria ou decisão não saia como esperavam. Fazer o quê? O mundo dos investidores é assim! Mas parece que não foi esse o caso da recente decisão que saiu da administração da Vivendi - controladora da GVT.

Noticiamos por aqui que a dona da GVT, após receber duas propostas (uma da Vivo e outra da TIM), preferiu optar pela oferta da Telefônica/Vivo. Diante disso, quisemos saber na enquete que foi exposta em nosso site durante a semana passada "O que você achou de a Telefônica/Vivo ter sido escolhida pela GVT como preferida para negociações?". A maioria (56%) ficaram contentes com a decisão da Vivendi e acreditam que a união do serviço móvel da Vivo com os da GVT vão 'sacudir' o mercado.


Entendemos que nem sempre a opinião da maioria seja realmente a correta. Contudo, também acreditamos que a união do serviço de telefonia celular da Vivo - que possui a maior cobertura nacional - com a banda larga e TV por assinatura da GVT possa realmente formar um player de telecom nacional para competir a altura com outras operadoras convergentes como Oi e Claro/Embratel/NET. Não que com a TIM isso não pudesse acontecer, mas pela longa liderança da Vivo e o reconhecimento pela boa qualidade dos serviços prestados no setor móvel (apesar de esse reconhecimento estar cada dia mais ameaçado), a impressão que temos é de que a Vivo ainda teria uma competência maior para fazer acontecer quando estiver no comando da GVT.

Por estar, pelo menos até o fim de novembro, impedida de oferecer novas propostas pela GVT, a TIM disse em comunicado divulgado logo após a Vivendi tomar a sua decisão, que vai continuar investindo no Brasil. No entanto, a Oi viu na TIM uma oportunidade de ganhar mercado e solicitou ao Banco BTG Pactual que estude uma proposta bilionária à Telecom Italia pela TIM. É difícil saber se a Oi vai ter caixa que suporte todo o valor que será necessário desembolsar por uma operadora do tamanho da TIM ou se vai contar com o aporte de outras operadoras para excluir a TIM do mercado brasileiro de telefonia celular. Essa segunda opção parece ser mais interessante para todas as empresas, afinal, a Oi não vai precisar gastar tanto para ter parte do controle da TIM, a Claro vai remover uma pedra do seu caminho e voltar a segunda colocação do market share de celular e a Vivo vai se sentir aliviada por não estar mais com a sua liderança ameaçada pela rival.

Mesmo assim, quisemos saber, caso a Oi leve em frente a ideia de comprar a TIM, o que os nossos leitores achariam disso. Eles responderam:




Pelo visto, se tem um grupo pelo qual a TIM precisa ser controlada, esse não é o Grupo Oi. Apenas 11% acham que a Oi pode melhorar os serviços prestados pela TIM (entendemos bem porque). Por enquanto, é claramente perceptível que a Oi não possui saúde financeira, muito menos operacional para controlar toda a TIM. Mas... se a TIM fosse dividida para a Oi, Claro e Vivo, 33% acham que o negócio começaria a ficar interessante. Agora 56% acham mesmo é que nenhuma operadora atuante por aqui (nem a Nextel?) merece comprar a TIM, apesar dos problemas que ela tem. Até porque mesmo com tantas reclamações (que vem reduzindo significativamente nos últimos meses), o número de clientes da TIM só veio crescendo nos últimos anos. O que mostra que ela é bem atraente. Pelo menos é isso o que dá para entender.

Mas, em relação a melhoria que ainda precisa ser feita na TIM, será que somente uma nova companhia estrangeira pode solucionar o caso? O que dizer então da gigante britânica Vodafone? Com participações em 25 países, será que o Brasil não poderia fazer parte dessa lista? Na opinião dos participantes da nossa enquete passada, poderia sim!



"Sobre a informação de que a Vodafone estaria interessada em comprar uma das três maiores operadoras de telefonia brasileiras e chegar ao Brasil" - 56% acham essa uma ótima notícia. Apesar de 33% acharem indiferente a chegada da operadora no território brasileiro e outros 11% não gostarem nem de pensar na presença do sinal da nova operadora flutuando pelos nossos ares.

Porém, como as faixas de frequência destinadas pelo governo para a prestação do Serviço Móvel Pessoal (SMP) já estarem sendo utilizadas por outras operadoras, a Vodafone só poderia chegar aqui oferecendo planos de telefonia celular para pessoas físicas se comprar pelo menos um dos lotes de frequência no próximo leilão da tecnologia de internet 4G, prevista para acontecer em 30 de setembro, ou... (voltando a falar de aquisições) comprar uma outra operadora que já atue por aqui. Se a segunda opção for a escolhida pela multinacional, qual operadora ela deveria comprar? Também fizemos essa pergunta para aqueles que disseram que a Vodafone deveria entrar no mercado brasileiro e mandar alguma outra operadora embora.


A TIM é a operadora que 44% dos votantes acham mais apropriado que a Vodafone compre. Não sabemos se é porque querem se livrar mesmo da Telecom Italia Mobile ou se os que votaram são clientes TIM que querem testar ter seus serviços melhorados futuramente. A Claro deve ser a segunda opção da Vodafone, segundo 11% dos participantes. Ninguém quis mexer na operação brasileira da Telefônica e não arriscou na venda da Vivo para a Vodafone, provavelmente pela mínima probabilidade de isso acontecer, já que a Telefônica/Vivo está cada vez mais focada a investir no país.

Note que no gráfico acima, considerando a margem de erro, os resultados somam cerca de 55%. Isso porque "somente" 56% apreciariam que a Vodafone entrasse no mercado brasileiro, os 44% restantes (somados) acham a chegada da operadora britânica indiferente ou desnecessária e por isso não foram convidados a responder que operadora com operação brasileira deveria ser adquirida por ela.

Se o desejo dos nossos visitantes serão atendidos, não sabemos. Mas esperamos com ansiedade para publicar todas as novidades do setor de telefonia aqui no nosso site.

Nesta semana...

Outro setor que vem atraindo cada vez mais brasileiros, e companhias interessadas em investir no mercado brasileiro, é o de televisão por assinatura. Dados recentes divulgados pela Anatel - e repercutido pelo Minha Operadora - mostram que 19,08 milhões de casas já possuem a assinatura do serviço. Qual operadora deve atrair a maior parte da clientela desse mercado e por quê? Queremos saber a sua reposta a essas perguntas, essa é a nossa intenção na enquete desta semana que fica no ar até o dia 13 de setembro. Lembramos que, como já foi fixado no quadro "Novidades do Minha Operadora", por motivos estéticos a votação em nossas enquetes semanais foi transferida para uma página (dentro do site) dedicada exclusivamente para isso. Com um espaço dedicado só para isso, queremos que fique mais fácil de ler e entender as questões propostas. O resto permanece igual: uma enquete desenhada para você toda semana para compartilharmos entendimentos sobre as tendências do setor de que tratamos aqui. Participe da enquete desta semana clicando em "ENQUETE" no menu superior do site quando quiser, ou clique aqui para ser levado(a) para lá.

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