segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Acionistas aprovam "nova fusão" da Oi com a Portugal Telecom

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Quase a totalidade dos acionistas da Portugal Telecom aprovaram os novos termos da fusão. A TIM sentiu alta nas suas ações, entenda o porquê.

Os acionistas da Portugal Telecom (PT) aprovaram nesta segunda-feira (8), em assembleia geral, os termos revistos da fusão com a operadora brasileira Oi. No total, 98,25% dos acionistas da PT que estiveram presentes na reunião deram sinal verde aos novos termos da fusão com a Oi.

Os novos termos impostos pela Oi - agora aprovados - preveem uma alteração do modelo inicial de fusão. Os acionistas da PT ficarão com 25,6% do capital da nova Oi e a opção de compra de ações até aos inicialmente previstos 37,3%, durante seis anos.

Após a votação, Henrique Granadeiro, presidente demissionário da operadora portuguesa, afirmou: "A assembleia geral foi chamada para votação, a votação ocorreu, os resultados são conhecidos. A decisão está tomada".

Questionado sobre se foi complicado o encontro, Granadeiro afirmou apenas que não é não é dado a variações de humor de acordo com o ambiente externo e recusou-se a fazer mais comentários. "O que tinha de justificar já justifiquei na assembleia geral de acionistas [...] Defendi a minha empresa e promovi o bem dos meus acionistas", declarou ainda Granadeiro.


Por sua vez, Rafael Mora, da Rocha dos Santos Holdings (CEO da Ongoing, controlador do portal iG no Brasil e um dos acionistas da Portugal Telecom), reconheceu que "não esperava que a margem [de aprovação] fosse tão grande", adiantando que "a imagem da PT só ficará totalmente clarificada após a conclusão da auditoria da PWC". Mora frisou ainda que "os processos [contra o BES] só serão pensados após a conclusão da auditoria".

Ainda sobre o investimento da PT na Rioforte, Paulo Varela, da Visabeira, afirmou: "Esta situação foi algo que aconteceu e não devia ter acontecido. Mas temos de seguir em frente e manter o trajeto que foi definido e que é o melhor para os accionistas e para a PT".

Segundo os novos termos do acordo, será mantida a PT SGPS, que deveria ter sido extinta. A sua manutenção foi a forma encontrada para separar da Oi o 'default' da Rioforte. No novo acordo está previsto que a entidade se mantenha e, se possível, cotada. A PT SGPS terá como ativo a participação na brasileira Oi e apresentará como resultados a variação da cotação. Os 900 milhões de euros de dívida da Rioforte serão transferidos em breve, com a aprovação dos novos termos da fusão.

A participação deverá ser transferida para os acionistas da PT sob a forma de dividendo. Para isso, será realizada uma redução de capital na SGPS ainda a ser aprovado em assembleia-geral extraordinária, que deve ser marcada em breve. Esta é a forma dos acionistas portugueses ficarem diretamente com ações da Oi. Serão entregues títulos representativos de 25,6% do capital da empresa brasileira.

América Móvil confirma negociações com a Oi para oferta conjunta pela TIM


As ações da TIM Participações dispararam quase 8% nesta segunda, após a notícia de que o vice-presidente financeiro da América Móvil (dona das empresas Claro, NETEmbratel) confirmou que a companhia está em negociações com o Grupo Oi para fazer uma oferta conjunta pela TIM, da Telecom Italia. Segundo reportagem da agência Bloomberg, o vice-presidente da América Móvil, Carlos Garcia-Moreno, confirmou que as conversas estão em andamento, embora nenhum acordo formal tenha sido alcançado pelas empresas. Por volta das 15h17, as ações da TIM saltavam 7,91%, a R$ 13,50.

Com informações de UOL e iG.

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