quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Oi quer todos os usuários na nova Oi TV até 2017

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Só neste mês de Agosto a operadora anunciou três novidades para os seus usuários. Serviço de pausa, replay e gravação estão entre elas.

Com a entrada em operação do satélite SES-6 em junho do ano passado, as atenções da Oi se voltam todas para a oferta de serviços DTH, enquanto a solução de IPTV por meio de fibra até a residência (FTTH) acaba ficando em segundo plano. A empresa chama a estratégia de "universalização do HD", prevendo migrar até 2017 todos os acessos que ainda estão no Amazonas (61ºW), da Hispamat, para o novo satélite. "Quando migrarmos os clientes para o SES-6, todos vão ser em HD", declara o diretor de segmentos da Oi, Eduardo Aspesi, em coletiva de imprensa.

Segundo Aspesi, a migração será finalizada em dois anos e meio, mas isso não significa que já não há uma movimentação para aproveitar a maior capacidade disponível. Atualmente, todos os clientes novos já recebem programação em HD por meio do SES-6, e cerca de 70% da base de 886,55 mil acessos (dados de junho de acordo com a Anatel) da operadora possui canais em alta definição.

A estratégia da Oi é de oferecer conteúdo em alta definição mesmo nos pacotes básicos, além de oferecer ao assinante uma organização da grade de canais com um mix com programação em diferentes resoluções. O canal SporTV, por exemplo, é o número 39, em vez de ficar agregado a outros canais em HD. "Muda toda a relação com a TV. Não é um produto premium", afirma o diretor da Oi TV e Fibra, Ariel Dascal.

Mas a operadora também testa conteúdos high-end. O executivo diz que a capacidade do SES-6 permitiu inclusive a transmissão de quatro canais em ultra resolução durante a Copa do Mundo. "A Oi está preparada para o 4K no satélite", garante.

Por outro lado, a solução de fibra com IPTV, já implantada, não parece se enquadrar na estratégia da empresa. "Temos FTTH no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, mas a massa crítica é o DTH, é a nossa prioridade total", afirma Dascal. "O custo de adquirir os equipamentos tem que decrescer, que é o que já ocorre, para a gente atacar a posteriori", complementa.

A Oi também apresentou neste mês para fazer crescer a Oi TV a plataforma "Oi Filmes" - uma locadora de filmes disponível 24 horas por dia. "Enquanto a concorrência elimina canais, a gente tem disponibilidade e espaço por causa do novo satélite", comemora Eduardo Aspesi. O serviço está disponível a partir do pacote de entrada Oi TV Start HD. Por enquanto, o conteúdo está sendo integralmente armazenado no set-top, mas em breve a Oi deve introduzir uma caixa híbrida que permitirá o streaming de conteúdos pela rede banda larga.

Mais uma novidade para agosto foi a chegada do DVR, que será lançado ainda este mês e conta com capacidade de 500 horas de gravação em 500 GB de espaço no set-top box. A Oi informou que será permitido gravar até dois canais ao mesmo tempo, além de poder ser configurado para armazenar somente capítulos novos da série ou novela. Todos os assinantes da Oi TV poderão contratar o serviço Oi Total HD DVR com 178 canais (42 em HD) a partir de R$ 109,90.

E para finalizar, a Oi anunciou a adoção da solução Cisco Videoscape para otimizar a entrega de serviços digitais de vídeo em sua plataforma de televisão via satélite. Com a solução, que conta com um sistema de Acesso Condicional (CAS, na sigla em inglês), interface de usuário e Videoscape Mediahighway, a companhia investiu para contar com uma plataforma segura contra pirataria e funcionalidades oferecidas aos assinantes.

Conforme destaca Rodrigo Dienstmann, presidente da Cisco, o Videoscape oferece um sistema de criptografia seguro, que visa impedir que o sinal da operadora seja transmitido de forma ilegal.

Além disso, a solução reduz a utilização de banda para a encriptação, o que resulta em baixo custo operacional.

"A operadora terá oportunidade de oferecer uma transmissão linear, com canais em HD, além de poder reforçar suas receitas por meio de outros serviços como a gravação digital de vídeo (DVR), aplicações via internet (OTT), e guia de programação eletrônica (EPG)", comenta Dienstmann.

Com informações de Tela Viva e Baguete.

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