quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Oi fecha segundo trimestre do ano com prejuízo de R$ 221 milhões

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Leia detalhes dos principais resultados financeiros e operacionais da Oi S/A de Janeiro a Junho de 2014 (primeiro semestre).


A Oi apresentou nesta quarta-feira (06) seu relatório financeiro referente ao segundo trimestre de 2014 e dados do primeiro semestre do ano aos seus investidores e a imprensa. No 2T14 a receita líquida da companhia no Brasil alcançou R$ 6,93 bilhões (queda de 2,0% comparado com o mesmo período do ano passado).

A Oi S.A. registrou prejuízo líquido de R$ 221 milhões no segundo trimestre de 2014. No primeiro semestre, a companhia conseguiu alcançar um lucro de apenas R$ 7 milhões. A operadora prefere não comparar esses dados com os trimestres anteriores devido a incorporação dos resultados financeiros da Portugal Telecom ao grupo a partir do primeiro semestre de 2014.

A dívida bruta da Oi S/A somou R$ 52,2 bilhões no 2º trimestre de 2014 (alta de 51,6% se comparado com o 1º trimestre do ano, e alta de 55,5% se compararmos com o mesmo período do ano anterior). A dívida da companhia foi de R$ 32,1 milhões no Brasil. Já a Portugal Telecom contribuiu com R$ 20,1 bilhões em dívidas.

Desde 2012, a Oi vem vendendo ativos importantes como torres móveis, torres fixas e cabos para a Globenet. A empresa estima um impacto de cerca de R$ 650 milhões sobre o EBITDA de 2014 devido a essas transações. Inclusive, os custos operacionais relacionados a estas vendas já impactaram em R$ 149 milhões nas finanças da operadora neste segundo trimestre do ano.

Segmento Residencial

A receita líquida do segmento residencial somou R$ 2,51 bilhões - queda de 2,3% se compararmos com o mesmo período de 2013, sendo que as receitas de banda larga e TV apresentaram crescimento de 4% e 3,3%, respectivamente.

As "Unidades Geradoras de Receita", ou, para facilitar, o número de linhas ativas totalizaram 17,5 milhões. Apenas o serviço de TV por assinatura (Oi TV) se deu bem em relação ao 1T14. Veja os dados:
  • 11,3 milhões de linhas de telefonia fixa (-1,7% em relação ao 1º trimestre / -7,2% na comparação anual);
  • 5,2 milhões de acessos banda larga fixa (-0,2% em comparação com o 1º trimestre);
  • 887 mil assinaturas de TV Paga (+ 7% em comparação com o 1º trimestre).


Com desconexões líquidas de 196 mil linhas no 2T14, a operadora culpou o mal desempenho principalmente pela redução natural do volume de vendas, mas também a uma greve dos funcionários do serviço externo realizado em Salvador e na região sul do país, implicando assim na instalação e reparo dos serviços.

O ARPU (Receita Média por Cliente) atingiu neste segundo trimestre R$ 73,90 (+5,3% em comparação com o mesmo período do ano passado). Segundo a Oi, os usuários gastaram mais com serviços da companhia por conta do relançamento das ofertas de TV Paga, com mais opções de escolhas de pacote com conteúdo adicional, e nas melhorias feitas no serviço de banda larga, oferecendo mais velocidade.

Por falar em velocidade de banda larga, a velocidade média dos usuários do Oi Velox no 2T14 foi de 4,1 Mbps (alta de 14,9% em comparação com o mesmo período do ano passado).

Já a Oi TV teve um bom desempenho graças as novidades tecnológicas que vem apresentando recentemente. A operadora informa que alcançou a marca de aproximadamente 3 mil vendas do serviço por dia. 7,7% dos domicílios que contratam serviços da Oi, também contratam a Oi TV (alta de 0,5% em comparação com o 1T14).

Como resultado da estratégia de convergência que a operadora vem fazendo, em 30 de junho, 60% das casas com rede da Oi possuíam mais de um serviço da empresa.

Segmento Móvel

Neste segmento a receita líquida da Oi foi de R$ 2,23 milhões no 2T14 (queda de 1,1% em comparação com o mesmo período de 2013). Segundo a operadora, a queda foi impactada principalmente pela redução das tarifas de interconexão (VU-M), pela redução na receita de longa distância e pelo menor número de dias úteis em junho.

A receita de clientes foi de R$ 1,69 milhões (+6,5% em comparação com o mesmo período do ano passado). A Oi disse que esse desempenho é devido ao aumento de 3,7% na base de clientes; aumento na receita de dados (que atingiu R$ 471 milhões); crescimento no volume médio de recargas realizadas pelos usuários e pelo crescimento da oferta Oi Controle, que firma um compromisso mensal com o consumidor.

A receita de uso da rede (captada através das tarifas pagas por outras operadoras pela interconexão) totalizou R$ 324 milhões - queda de 39,1% por conta da redução da tarifa imposta pela Anatel. As tarifas de interconexões cobradas pela Oi a partir de 24 de fevereiro de 2014, por exemplo, foram de R$ 0,23275 (Região I), R$ 0,23961 (Região II) e R$ 0,23227 (Região III).

A base móvel da operadora encerrou o 1º semestre com 51,103 milhões de linhas ativas, sendo:
  • 41,8 milhões de pré-pagos (+0,9% em comparação com o 1T14);
  • 6,8 milhões de pós-pagos (+1,3% em comparação com o 1T14);
  • 2,48 milhões no segmento corporativo (+1,2% em comparação com o 1T14).


No fim do 1º semestre de 2014 a cobertura 3G da Oi chegava a 937 municípios, e a 4G alcançou 45 cidades.

Cada cliente móvel da Oi gastou em média R$ 17,70 com os serviços da companhia. O ARPU apresentou queda de -10,8% devido aos gastos menores com ligações off-net, consequência mais uma vez da redução na tarifa de interconexão feita pela Anatel. Não fosse essa redução, a Oi disse que o ARPU apresentaria crescimento de 6,7% por causa do maior gasto dos clientes pré-pagos no período.

As vendas de aparelhos somaram R$ 208 milhões aos cofres da empresa - alta de 62,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segmento Corporativo

A receita deste setor foi de R$ 2,09 bilhões - queda de 2,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. A Oi atribui esta queda principalmente a redução nas tarifas de interconexão, menor número de dias úteis em julho e a greve de funcionários terceirizados.

Durante a Copa do Mundo, a Oi proveu 74 terabytes de dados à FIFA. Desses, 57 terabytes foram utilizados pelos profissionais de imprensa.

Zeinal Bava vai passar mais tempo no Brasil

O presidente da Oi e da Portugal Telecom, Zeinal Bava, aproveitou a quarta-feira para comunicar também que está de saída da PT e vai se dedicar apenas as operações da brasileira Oi. O cargo que hoje é de Bava em Portugal será ocupado mesmo por Armando Almeida, que já passou por empresas como Nokia Siemens Networks e HP - conforme adiantado na segunda-feira (04) pelo Minha Operadora.

A alteração oficializada hoje deve acontecer em até 30 dias, conforme o mesmo comunicado.

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