quarta-feira, 2 de julho de 2014

Telecom Italia quer manter a TIM Brasil no grupo

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Segundo os empresários a TIM Brasil rende um terço do faturamento global do Grupo Telecom Italia.

Os acionistas da Telecom Italia são a favor de manter sua fatia de controle na unidade brasileira TIM Participações, já que esta fornece um terço da receita do grupo, mas não descarta uma venda, disse o presidente do Conselho Giuseppe Recchi ao jornal italiano "Il Sole 24 Ore".

Recchi disse que a TIM deu à empresa italiana acesso a 70 milhões de clientes. A empresa é a segunda maior operadora móvel no Brasil em participação de mercado, atrás somente da Vivo, do Grupo Telefónica.

"Vender, para todo mundo, é sempre uma opção, isso depende do preço", disse o executivo ao jornal em uma entrevista publicada nesta quarta-feira (02). "Para nós, [a TIM Brasil] é fonte de um terço de nossas receitas, é estratégica."

As declarações de Rechi ecoam as feitas pelo presidente-executivo da empresa, Marco Patuano, que tem afirmado repetidamente que a unidade brasileira não está à venda. Mas a Telecom Italia não pôde ser encontrada de imediato para comentar.

As autoridades brasileiras estão preocupadas com a competição no mercado local já que a Telefónica também é acionista na Telecom Italia.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu em dezembro que a Telefónica deve se desfazer de suas participações direta e indireta na TIM ou reduzir sua fatia na controlada Vivo.

A decisão foi tomada após a Telefónica fazer um acordo com um grupo de investidores financeiros italianos para elevar sua fatia na Telecom Italia para quase 15%.

Recchi descartou a possibilidade de que a disputa resultaria na Telecom Italia sendo forçada a vender a TIM Brasil. "Eu vejo probabilidade perto de zero para esse cenário", disse ele.

Recchi também minimizou especulações de que o grupo pode encontrar problemas para concluir a venda de US$ 960 milhões da unidade na Argentina, que aguarda aprovação de reguladores argentinos.

"Nós ainda não chegamos ao fim do prazo [de agosto]", disse ele, em referência ao cronograma definido no contrato. O executivo acrescentou que a empresa está "confiante" sobre a conclusão da venda.

Com informações de iG.

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