terça-feira, 13 de maio de 2014

Prejuízo de controladora da Nextel sobe 81% no primeiro trimestre

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Crescimento do 3G não impediu queda nas receitas da operadora no Brasil. Confira os resultados apresentados.

A companhia de telecomunicações NII Holdings, que no Brasil controla a Nextel, apresentou piora nos resultados financeiros no primeiro trimestre do ano, com prejuízo líquido de US$ 376,1 milhões, ou US$ 2,19 por ação, o que representou um aumento das perdas de 81% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Em comparação ao quarto trimestre do ano passado, quando a companhia registrou prejuízo de US$ 745,8 milhões, houve melhora no resultado.

Em comunicado, Steve Shindler, executivo-chefe da NII Holdings, disse que o desempenho foi resultado de esforços da companhia para estabilizar as operações no México, ampliar a operação no Brasil e melhorar os resultados operacionais e financeiros da companhia.

“Nossas adições líquidas de assinantes 3G no Brasil mais que dobraram em relação ao quarto trimestre de 2013, mas não foram suficientes para compensar as perdas de assinantes no México”, afirmou Shindler. Segundo ele, a companhia vai manter os esforços nos dois países para melhorar resultados no longo prazo.

A receita da NII Holdings teve queda de 27%, para US$ 970 milhões na comparação anual. As despesas operacionais aumentaram 200,8%, para US$ 239,1 milhões, resultado de custos mais altos com vendas de aparelhos celulares. No primeiro trimestre de 2013, a companhia recebeu um benefício fiscal de US$ 84 milhões, que não se repetiu este ano e que tornou a base de comparação mais alta.

O prejuízo operacional foi de US$ 239,1 milhões, 200,8% superior ao prejuízo operacional do primeiro trimestre do ano passado, de US$ 79,5 milhões.

No trimestre, a Nextel apresentou uma redução líquida na base de assinantes de 4%, ou de 52 mil linhas, para 9,4 milhões. A receita média mensal por usuário (Arpu) teve queda de 25,6%, para US$ 29. No período, a taxa de usuários que trocaram de operadora foi de 3,42%, ante 2,42% um ano antes. O custo por usuário novo foi de US$ 290, um aumento de US$ 13 em relação ao ano passado.

A companhia encerrou o trimestre com dívida líquida de US$ 4,15 bilhões, ante dívida líquida de US$ 5,7 bilhões um ano antes, uma redução de 27,2%. Segundo a NII, o valor foi mais alto que em anos anteriores devido ao pagamento de US$ 135 milhões em taxas de uso de faixas de frequência no México e devido a um aumento de US$ 68 milhões nos estoques de aparelhos no Brasil e no México para atender aos objetivos da companhia de lançar planos com smartphones de alto valor agregado nesses mercados.

Resultados no Brasil

Mesmo com o crescimento da base 3G no Brasil, a Nextel não conseguiu ter um trimestre positivo. O balanço financeiro da operadora referente aos três primeiros meses do ano e divulgado nesta segunda-feira (12), mostra que a companhia registrou perdas de US$ 29,1 milhões no País, contra ganhos de US$ 157,6 milhões no mesmo período de 2013. A controladora Nii Holdings afirma que isso aconteceu por conta da queda de US$ 16 na receita média por usuário (ARPU) e com as perdas com a taxa de câmbio do Dólar em comparação com o Real.

A Nextel registrou receita operacional de US$ 461,2 milhões, recuo de 27,47% que teria sido atenuado para uma queda de 14% não fosse a desvalorização do Real no período. Mas o recuo em si aconteceu mesmo pela queda de 30,94% nas receitas de serviços, que somaram US$ 425,8 milhões. As receitas de handsets e acessórios quase dobraram, representando US$ 35,4 milhões.

Segundo o vice-presidente e CFO da Nii, Juan Figuereo, o problema principal é que usuários estão procurando planos mais baratos, deixando o ARPU brasileiro em US$ 31, contra US$ 47 no ano passado. "Os usuários iDEN vêm mudando para planos mais baratos, mas acreditamos que o aumento do 3G vai melhorar o ARPU", disse ele em teleconferência com analistas.

Figuereo afirma que a Nextel deverá introduzir novos planos para aumentar as margens de receita, crescer a base 3G e reter os clientes da base, além de melhorar a logística de canais para oferecer handsets. "Vamos lançar novos planos, investir em canais de distribuição, mídia e dispositivos. O 3G agora é 80% de nosso volume (de investimentos), e essa tração está continuando, o projeto está acelerando", diz. Ele ressalta ainda que todo o crescimento de 259,5 mil acessos WCDMA no trimestre foi em planos pós-pagos. Isso compensou a perda de 88,3 mil linhas iDEN no período, sendo que houve 47,7 mil migrações do rádio para o 3G.

A base da empresa em março era de 4,129 milhões de acessos no Brasil, um crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período de 2013. Desse total, 3,484 milhões eram do iDEN, queda de 8,47%. Já a base 3G pulou de 77,9 mil acessos no ano passado para 645,1 mil em 2014, crescimento de mais de nove vezes. O churn dos usuários iDEN foi de 2,53%, enquanto o de WCDMA foi de 1,47%. Ao todo, o churn da operadora no País foi de 2,39%, 0,05 ponto percentual acima do registrado em 2013.

Com informações de Teletime e Valor Econômico.

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