sábado, 19 de abril de 2014

Satélite Amazonas 4A apresenta falha no sistema elétrico

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O satélite Amazonas 4A foi idealizado principalmente para suportar a grande demanda dos jogos olímpicos no Brasil em 2016. Imagem meramente ilustrativa que apresenta o satélite Amazonas 3, utilizado principalmente por operadoras de TV por assinatura, sendo preparado para ser lançado.

Foi identificada há cerca de duas semanas uma anomalia no subsistema de potência do satélite Amazonas 4A da Hispamar, controlada pela Hispasat e que tem a Oi como sócia. Segundo a Hispamar, a função do subsistema de potência está relacionada ao fornecimento de energia elétrica para os equipamentos eletrônicos do satélite. Agora, o grupo Hispasat e a Orbital, empresa que construiu o satélite, estão "investigando a causa desta anomalia e implementando ações corretivas".

Nesta semana, em conferência de resultados do primeiro trimestre da Orbital, seu CEO, David Thompson explicou que a falha parcial no sistema elétrico detectada há duas semanas, se não puder ser corrigida, "provavelmente reduzirá a capacidade de transponder do satélite durante sua vida operacional estimada de 15 anos". Os testes e tentativas de correção da falha devem durar ainda algumas semanas.

Em comunicado, a Hispamar informa que uma falha ou atraso no funcionamento do Amazonas 4A "teria um impacto econômico mínimo para o grupo Hispasat, uma vez que o satélite conta com um seguro que cobre todos os possíveis incidentes" e que "há um plano de contingência previsto" para garantir a continuidade dos serviços a seus clientes.

O Amazonas 4A foi lançado em 24 de março e estava em uma posição orbital geoestacionária provisória para a realização de testes. Apenas após a conclusão dos testes o satélite seria movido para sua posição definitiva, a 61°W, onde já se encontra o Amazonas 3. O lançamento do satélite originalmente estava programado para o dia 06 de dezembro de 2013, mas uma anomalia nos testes havia feito a Hispamar adiar essa data para o último dia 22 de março.

O 4A é um satélite inteiramente em banda Ku (são 24 transponders de 36 MHz) e foi desenhado para ampliar a oferta de serviços audiovisuais na América Latina, com destaque para a demanda gerada pelos grandes eventos esportivos sediados no Brasil este ano e em 2016. O investimento total no Amazonas 4A somou 140 milhões de euros (mais de R$ 433 milhões). Com a falha, provavelmente o satélite terá que ter menos transponders ativados, mas a avaliação final sobre grau do comprometimento depende dos testes a serem feitos agora.

O satélite Amazonas 3, que poderia ser complementado com o Amazonas 4A por utilizar a mesma posição, é utilizado principalmente pela Media Networks para prover conteúdos de TV paga para diversas operadoras de TV por assinatura no Brasil, incluindo a Vivo TV, CTBC e a própria Oi TV, que está aos poucos migrando para o seu satélite próprio SES-6.

A utilização do 4A como complemento ao Amazonas 3 dependeria de alguns ajustes técnicos, já que o Amazonas 4A opera em outra frequência (BSS), diferente do Amazonas 3 (FSS). Não se sabe se a Media Networks já tinha contrato de uso do Amazonas 4A e se isso compromete ou não seus planos de expansão de capacidade.

Com informações corrigidas de Teletime.

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