domingo, 20 de abril de 2014

Indústria de telefonia libera uso de "botão antirroubo" em celulares

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Um mecanismo aprimorado contra roubos deve despencar o número de pessoas que se acham donos do que você comprou com tanto sacrifício.

Operadoras de telefonia móvel dos EUA, fabricantes de celulares e grupo de pressão da indústria fizeram uma concessão significativa na tecnologia que poderia desabilitar remotamente smartphones roubados e tablets.

As empresas dizem que vão voluntariamente oferecer um software que permite desativar remotamente e apagar telefones, a começar pelos novos aparelhos que serão vendidos no segundo semestre do ano que vem.

O setor de telefonia móvel tem enfrentado uma crescente pressão de políticos e policiais para combater uma epidemia de furtos de smartphones e tablets. Mas alguns críticos afirmaram que o programa voluntário não vai longe o suficiente.

"A indústria sem fio atual deu um passo à frente, ainda que inadequado, para enfrentar a epidemia de roubo de smartphones", disse o senador do estado da Califórnia, Mark Leno.

Furtos de smartphones e tablets, muitas vezes em situação que envolvem o uso de arma de fogo ou facas, são responsáveis ​​por mais de metade de todos os roubos de rua em San Francisco e um quinto dos de Nova York.

Como resultado, policiais de ambas as cidades têm solicitado ao setor de telefonia celular há mais de um ano para instalarem uma tecnologia chamada de "kill-switch" (algo como "botão da morte", em tradução livre) nos dispositivos.

O botão, que seria acionado pelo usuário de maneira remota, bloquearia o smartphone para que o aparelho não pudesse ser reutilizado ou reprogramado. Defensores da ideia dizem que tal tecnologia, caso se tornasse padrão, reduziria dramaticamente o número de roubos nas ruas.

A indústria, até o momento, tem rejeitado a ideia, porque ela seria uma inconveniência aos consumidores, caso um smartphone fosse acidentalmente bloqueado por meio do botão.

No começo do ano, a Câmara dos Deputados e o Senado do Estado da Califórnia entraram com um projeto de lei que obrigaria a tecnologia como padrão.

Ao adotar a tecnologia de forma voluntária poderia ser encarado como um movimento da indústria para que a aprovação da lei não fosse necessária.

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