segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Prefeitura de Mogi quer comprar prédio da Vivo na cidade

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A Prefeitura de Mogi das Cruzes (SP) deverá adquirir o prédio da Vivo para instalar o 6º museu na região central. A empresa sinalizou o interesse de vender o imóvel de três andares, localizado entre as ruas Paulo Frontin, Padre João e Flaviano de Melo, na pouco citada Praça Monsenhor Roque Pinto de Barros, nome oficial do logradouro, ao lado da Catedral de Santana, que será incluído no projeto de revitalização do Centro.

As negociações estão sendo tratadas pelo prefeito Marco Bertaiolli (PSD) com a direção da multinacional e devem ser finalizadas no decorrer dos próximos meses. Tão avançadas estão que os setores que funcionam no andar térreo do prédio de mil metros² serão transferidos para outras instalações da empresa até o dia 15 de março.

Ao anunciar os planos, o prefeito afirmou que as partes buscam agora vencer a burocracia que a compra exigirá. Embora faça parte do patrimônio administrativo da empresa, as intervenções no imóvel originalmente dos tempos em que a telefonia no Brasil era estatizada carecem de autorização da Anatel.

“Já existe o interesse da Telefônica|Vivo de vender; e nós já manifestamos que queremos adquirir o prédio para instalar ali um Museu Municipal. É uma questão de tempo, adquirirmos o imóvel e instalarmos ali um novo espaço cultural”, disse ele, acreditando que as tratativas devem ser concluídas nas próximas semanas.

É por conta disso que, num primeiro momento, a Prefeitura de Mogi obteve autorização para realizar a primeira exposição de artes plásticas durante três meses no endereço que, a se confirmarem os planos, será municipal.

A Secretaria Municipal de Cultura prepara a realização da primeira mostra coletiva no conhecido prédio, e que deverá reunir os principais artistas da Cidade.

A Vivo manteve durante anos as atividades comerciais e técnicas no imóvel construído pela antiga Companhia Telefônica da Borda do Campo (CTBC). Nas últimas décadas, no entanto, a movimentação no imóvel, localizado em área nobre do Centro, é marcada pela subutilização, o que motivou a ideia lançada em 2011 pelo arquiteto Paulo Pinhal e que propunha a implantação do Museu de Artes de Mogi das Cruzes (MAM), dedicada exclusivamente às artes plásticas.

Apenas o andar térreo é utilizado por funcionários da empresa. E os dois outros estão desocupados. O prefeito Bertaiolli ainda define os planos para o lugar, mas admite que numa conversa recente com o bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini, sobre a revitalização da região central, ambos trataram sobre a ampliação do calçadão, ao lado e em frente à Catedral de Santana, como sugere um dos projetos desenhados por Paulo Pinhal. “Aquele espaço deverá se integrar com a revitalização das ruas centrais, que começamos com a Rua Flaviano de Melo, ainda neste ano. A ideia é restringir o tráfego de veículos, com acesso, por exemplos, às noivas, aos táxis...”.

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