domingo, 23 de fevereiro de 2014

GVT pesquisa comportamento dos jovens internautas brasileiros

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A GVT divulgou pesquisa acerca do comportamento dos jovens brasileiros quanto à internet; o material foi produzido para embasar os trabalhos da GVT. “Serve para gerar conteúdo, definir ações”, explicou Tatiana Weinheber, gerente de Comunicação Corporativa da GVT. “Não queremos que os jovens tenham uma ‘vida paralela’ com a internet, que não é mais ‘uma terra sem lei’”, argumentou.

Conforme Tatiana, que também é responsável pelo Guia de Uso Responsável da Internet (Guri), feito pela GVT, os serviços de inteligência do governo federal, como a Polícia Federal, monitoram a rede mundial de computadores para, justamente, impedir práticas indecorosas, como cyberbullying e pedofilia, e dar segurança aos usuários brasileiros. “A legislação em vigor atualmente também vale para a internet”, disse a profissional. Portanto, aos que cometerem “crimes virtuais”, estes também serão merecedores de punições.

A pesquisa é feita a cada um ou dois anos, e alguns problemas são parecidos – até se agravam. “Pedíamos para as pessoas não postarem muitas fotos de si na internet. Hoje existe até o termo selfie [tirar fotos de si próprio] e o Instagran, para publicar fotos. Contudo, as pessoas estão mais sensatas de não exporem muito sua intimidade”, disse Tatiana.

Os maiores perigos da internet continuam sendo os encontros, que quase sempre tem caráter de relação amorosa, seja entre heterossexuais ou homossexuais. “Pedimos a maior cautela possível nesses ‘encontros’”, falou. Existem até sites especializados em encontros íntimos.

Tatiana pediu, inclusive, para os usuários sempre fazerem medidas simples para segurança, como atualizar senhas (constantemente) e dispositivos de segurança.

Atualmente, a internet está em evolução quanto ao acesso em todo o mundo, mesmo com especulações na imprensa de que algumas redes sociais, como o Facebook, tendem a perder milhões de usuários daqui para frente. Para se ter ideia da vertente, hoje a internet “complementa o lugar da televisão, e é motivo de perdas para muitos, como as inúmeras lan houses que fecharam as portas”, explicou Tatiana.

A pesquisa foi elaborada com pessoas entre nove e 23 anos de idade de todo o País. Dessa fatia, 69% estudam em escolas públicas, fator condizente com a realidade brasileira. Desse pessoal, 57% acessam todos os dias, 47% acessam no quarto pelo computador e 80% curtem redes sociais, os dados fazem parte do quesito perfil.

Quanto à privacidade, 36% sentem-se mais livres quando anônimos, 64% compartilham fotos pessoais, 69% revelam seus nomes e 13% trocam números de celular.

Sobre riscos, 10% compartilham sexting (fotos de si próprio nus ou seminus) e 22% já receberam sexting. Ainda, 68% conheceram algum amigo pela internet. Em relação ao ciberbullyng, 17% já foram vítimas dessa agressão. E em referência a pornografia, 16% revelaram que já viram; e 13% já olharam imagens e conteúdos violentos.

Agora, você acha que essas crianças, adolescentes e jovens estão sendo acompanhados e orientados pelos mais velhos? Afirmaram que não têm acompanhamento dos pais 52%, e dos que têm acompanhamento, 43% não se aborreceu com isso, ou seja, o restante não gosta de ser monitorado.

E sobre prevenção, 36% dos entrevistados afirmaram que buscaram informações sobre uso seguro na internet.

Depoimentos

Casado, o engenheiro elétrico André Luís Lacorte mora em Campo Grande e tem três filhos, Allexis, de 17 anos, Angelo, de 13 e André, de oito. Em sua casa, o uso da internet é sempre controlado. “Não tem essa de ficar no quarto usando a internet de porta fechada”, disse pra começo de conversa.

O mais velho, que cursa o 2º ano do ensino médio e pretende ingressar no vestibular de Arquitetura, afirmou que usa “para diversão, e com responsabilidade”, e também “para estudar”. “Uso mais nos fins de semana, para fazer trabalhos ou jogar [com os irmãos]”, falou.

Alexxis também é um detentor de smartphone, utilizado principalmente para pesquisa e redes sociais. “Não sou viciado em ficar o dia inteiro online em redes sociais, mas desconheço um colega que não tenha internet e redes sociais.”

Guitarrista, tem uma banda de música, e utiliza a internet também para divulgar as investidas da Jelly Rogers. “É uma grande publicidade.” As reuniões da banda são definidas por skype, como os encontros com amigos, “tudo pela internet”.

Consciente, ele acredita que o mal da rede mundial é que “vicia muito fácil”, e a pessoa tem que ter controle.

Outra pessoa que tem filhos e preocupa-se com a relação deles com a internet é Graziele Martins. Sua filha Isabele Martins Ferreira da Silva, de 14, faz uso da internet por três ou quatro horas diárias. Há quatro anos usa a rede mundial, e atualmente o que mais mexe na internet é o Instagram e o WhatsApp.

“Todas as pessoas a quem conheço têm internet”, falou. Mas Isabele usa também para pesquisar assuntos de matérias que esteja com dificuldade na escola. Contudo, geralmente na “segunda-feira não uso”. O outro internauta da casa é o filho de oito anos de Graziele. “Ele já tem um tablet.”

Graziele monitora constantemente os filhos e o uso. “Sou mãe, mas também sou amiga da Isabele em suas redes sociais, para saber o que ela anda fazendo.”

Para Isabele, a coisa boa da internet é a possibilidade de falar com pessoas longe e completar o conhecimento. A coisa ruim é a solidão.

As duas famílias moram no Bairro Tiradentes. Conforme Graziele, no seu tempo quando nova, os costumes eram outros. “Morava nas Moreninhas [bairro da Capital] e as crianças e adolescentes não ficavam em casa, como é hoje. As brincadeiras, as conversas, eram todas na rua.”

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