sábado, 15 de fevereiro de 2014

Gigantes se unem para criar maior empresa de telecom dos EUA

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Dois gigantes das telecomunicações dos Estados Unidos anunciaram ontem uma fusão que pode criar a maior empresa do mundo nessa categoria. A número um Comcast e a número dois Time Warner Cable (TWC) decidiram se associar para competir em um mercado cada vez mais complicado. O negócio está avaliado em 45 bilhões de dólares.

O negócio se deu exclusivamente com a troca de ações na bolsa. A Comcast vai absorver a TWC. Já os acionistas dessa última terão aproximadamente 23% de participação acionária na nova gigante que se forma a partir da fusão.

Mas como fica a competição com essa superassociação? Essa é a pergunta que todo mundo se fez. Se fosse aqui no Brasil, certamente o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) estaria preocupado com a junção das duas maiores do setor. Lá nos Estados Unidos, companhias defendem que o negócio passa longe de qualquer questão envolvendo concentração de mercado porque, nas palavras delas, “não há um só CEP nos Estados Unidos” em que a Comcast e a TWC operem simultaneamente.

A Comcast também já informou que o negócio traz vantagens para o consumidor porque a TWC ficará sujeita às proteções impostas pela FCC (Comissão Federal de Comunicações, na sigla em inglês) ao grupo. Atualmente a Time Warner Cable tem ações na Justiça tentando derrubar a legislação que garante a isonomia no tráfego de dados, para proteção da neutralidade na rede. Ao se associar à Comcast, a TWC automaticamente passa a respeitar as mesmas regras. Elas valem até 2018.

O outro lado dessa mesma questão são as reclamações constantes de consumidores sobre otraffic shaping (semelhante ao realizado pela Net no Brasil) praticado pela Comcast. Alguns deles dizem que a banda larga deteriora a velocidade dos vídeos do Netflix, mas quando o assinante tenta ver o mesmo conteúdo em páginas e serviços oficiais da Comcast, tudo funciona muito bem, obrigado. Existe o receio de que a TWC adote a mesma prática.

As operadoras de cabo oferecem o chamado triple play (combos com televisão, telefonia celular e banda larga) nas principais cidades dos Estados Unidos. Até aí, nada muda, e a TWC já se comprometeu a abandonar uma parte dos assinantes (mais de 3 milhões) para garantir que a concentração de mercado da Comcast + Time Warner Cable não ultrapasse 30%.

Entretanto, há um fator que pouco foi discutido entre os executivos e os jornalistas: a relação da Comcast com uma das maiores empresas de mídia do planeta. O grupo NBC Universal figura entre os principais acionistas da operadora. Ele também detém a rede de televisão NBC, o estúdio de filmes Universal e uma série de outras empresas ligadas a mídia. A nova Comcast dá mais poder para a NBC Universal.

O site americano The Verge destaca que o negócio transforma uma 'besta' gigantesca em um titã, de modo a ”a ampliar o alcance e o poder da Comcast de maneiras jamais vistas”. Ainda segundo o site, a nova empresa já detém televisões e agora poderá determinar a direção do futuro de qualquer serviço online.

Via Tecnoblog

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