terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Clientes denunciam que vendedores tentam empurrar planos pós-pagos em lojas das operadoras

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Embora não sejam paparicados por vendedores e, muitas vezes, encontrem dificuldades para utilizar o serviço, usuários de telefone pré-pago (o famoso celular de cartão) são mais de 80% do mercado nacional de telefonia móvel.

Segundo relatório anual divulgado pela Anatel, o Brasil fechou o ano de 2013 com 262 milhões de linhas ativas de celular, uma alta de 19,5 milhões no número de habilitações. Desse total, 211 milhões de linhas, ou 80,5% do total, são de usuários do serviço pré-pago. Apesar disso, esses consumidores relatam que, nas lojas, as opções para pré-pago são escondidas e os vendedores tentam empurrar assinaturas.

Depois de tentar adquirir, em duas lojas da TIM de Belo Horizonte, um chip pré-pago para o telefone que comprou de Natal para duas sobrinhas, a dona de casa aposentada Dora Pereira, 64, acabou aceitando a oferta da atendente, que ofereceu um pacote em que os gastos são controlados, ao custo de R$ 50 por mês. “Acho que é uma maneira de eles ganharem mais dinheiro. Dizem que não tem o serviço mais barato e acabam convencendo a gente a comprar o mais caro”.

Ela conta que comprou dois iPhones desbloqueados na loja da Apple e que suas sobrinhas, que são adolescentes, já eram clientes de pré-pago. “Uma era da Vivo e a outra da TIM. Na loja da Vivo, paguei R$ 10 pelo chip pré-pago e ela já saiu da loja falando no telefone novo. Já nas duas lojas da TIM que visitei, me falaram que, desde abril, não existe o chip de pré-pago para iPhone. Fiquei sem saber se era verdade e acabei assinando o plano pós-pago”.

A Anatel diz que o fornecedor de produtos ou serviços não pode recusar o cumprimento de ofertas. Segundo a agência, os consumidores que tiverem a solicitação de adesão ao plano pré-pago negada devem, em primeiro lugar, registrar reclamação na prestadora do serviço. Caso a solicitação não seja atendida, de posse do número do protocolo de queixa, o cliente deve procurar a Anatel. Ainda de acordo com a agência, a venda do produto não pode ser negada em nenhuma circunstância, nem no caso de clientes inadimplentes, situação que impede a adesão de planos pós-pagos.

Resposta

As quatro principais operadoras de telefonia móvel do país (Vivo, TIM, Claro e Oi) foram procuradas para dizer se possuem algum tipo de restrição para a venda de chips pré-pagos.

A TIM disse que seus clientes podem adquirir microchips habilitados no Infinity Pré (plano pré-pago) “em toda a rede de atendimento da operadora”, assegurando que os estoques “encontram-se regulares”. A empresa disse ainda que “as informações apontadas pela cliente mencionada na matéria serão utilizadas para o aperfeiçoamento dos serviços prestados”.

A Vivo disse que é líder no segmento em Minas, com 8,2 milhões de clientes e mais de 34 mil pontos de venda. A Claro informou que é a segunda no mercado nacional e que vende chips em todas as lojas próprias. A Oi não se manifestou até o momento da publicação desta reportagem.

Via O Tempo

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