quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Abert está preocupada com qualidade da TV após liberação do 4G

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A necessidade de garantir a não interferência de sinais entre os serviços de banda larga e de TV digital na licitação da faixa de 700 MHz foi um dos pontos apontados pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert) e pela Associação de Rádio e Televisão (Abratel) durante o seminário “4G, Cobertura rural e leilão da faixa de 700 MHz”.

O presidente da Abert, Daniel Slaviero, disse que 2014 será um ano decisivo para a TV aberta no país. Para ele, dois pontos para a destinação da faixa de 700 MHz necessitam destaque: liberação da faixa com a manutenção da área de cobertura, e isto é feito com o replanejamento de canais e a garantia da não interferência de sinais, o que significa a convivência dos serviços de radiodifusão e de telecomunicações.

Para ser feito o desligamento da TV analógica, disse, precisa ter a garantia de cobertura e de recepção dos sinais pelo usuário. Segundo ele, o replanejamento de canais está caminhando mesmo nas regiões mais complexas, como São Paulo e o interior do estado.

"O ponto mais importante está nas interferências, não pode haver surpresas nem para as empresas que estão comprando as faixas e nem para os radiodifusores", afirmou.

Esta questão do desligamento não é com a transmissão, disse ele, explicando que as TVs estão preparadas inclusive já vão transmitir os jogos na Copa do Mundo. Mas é com a recepção.

O presidente da Abratel, Luiz Claudio Costa, disse que alguns radiodifusores já estão operando na faixa que vai ser liberada para a licitação. Eles já compraram equipamentos digitais e terão que ser indenizados. Ele explicou ainda que os testes que estão sendo realizados apontam que todas as TVs estão sujeitas a interferência, inclusive as TVs por assinatura via cabo ou satélite.

"Será que a indústria está preparada para fabricar todos os filtros, inclusive para a recepção móvel? Eu não quero deixar de assistir TV" disse ele.

O vice-presidente de assuntos regulatórios da TIM, Mario Girasoli, disse que o interesse para que o problema da interferência seja resolvido não é só de uma parte. Ele afirmou ainda que a interferência não é só do SMP na TV, mas o contrário também. Para ele, os custos de redistribuição de canais e as soluções deve ser público o mais cedo possível, devem ser antecipados.

A secretária de Serviços de Comunicações Eletrônicas do ministério das Comunicações, Patrícia Ávila, anunciou que a nova norma de TV digital, que já passou por consulta pública, deverá ser publicada pelo governo nos próximos dias. Ela inclui a dispensa de licitação para as retransmissoras.

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