sábado, 7 de dezembro de 2013

Os três passos prováveis para o desfecho da "novela" TIM-Vivo

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A decisão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) de vetar a participação simultânea da Telefónica na Telecom Italia (dona da TIM), e na Vivocontinua gerando dúvidas sobre o futuro das companhias. Para a XP Investimentos, há três passos mais prováveis para o desfecho dessa "novela" que se arrasta entre as operadoras. 

O primeiro é a Telefónica ficar com a Vivo. Para os analistas, não faz sentido a companhia se desfazer de um ativo que ela conhece muito bem, com uma excelente rede e líder de mercado para aumentar participação na TIM. 

Por conta disso, a Telefónica venderia a participação que detém na Telco, holding que controla a Telecom Italia, dona da TIM no Brasil. Nesse caso, sai um provável comprador da TIM, reduzindo assim o apetite pela TIM e por uma elevação maior na cotação da companhia, com um prêmio menor a ser pago, explicam os analistas. A corretora não recomenda exposição ao setor.

Além disso, há um terceiro fator para o mercado ficar atento. Segundo o management da TIM, esta decisão não interefe na estratégia operacional da empresa, porém, após a Oi anunciar a venda de torres, o managment da TIM também informou que poderia vender torres. Atualmente, eles possuem 7.500 torres.

Entenda o assunto

Na quarta-feira (04), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) tomou uma decisão que pode colocar em risco uma das maiores transações do mercado brasileiro de telecomunicações: a compra da Vivo, principal operadora de telefonia do País, pela espanhola Telefônica, em 2010, por € 7,5 bilhões. Até aquele momento, os espanhóis dividiam o controle da empresa com os portugueses da Portugal Telecom, hoje principal acionista da brasileira Oi. O Cade afirma que a transação viola um acordo antitruste firmado em 2007 pela Telefônica. Naquele ano, a empresa adquiriu 22,4% do capital da italiana Telco, holding que controla a Telecom Italia, dona da TIM no Brasil.

Para não sofrerem sanções no País, os espanhóis concordaram em não assumir o controle total da Vivo, o que acabou acontecendo três anos depois, e não participar de reuniões estratégicas da TIM na Itália. Em setembro deste ano, os espanhóis aumentaram sua participação na Telco para 66%. Em 2015, a Telefônica poderá assumir 100% da empresa italiana. Para os conselheiros do Cade, essa situação gera um risco ao mercado brasileiro de telecomunicações, com potencial prejuízo aos consumidores. “A atuação em conjunto das duas operadoras seria extremamente deletéria ao mercado”, afirmou o conselheiro Eduardo Pontual, relator do processo. 

A Telefônica alegou que o investimento que fez na Telco é apenas financeiro. No entanto, o Conselho do Cade desconsiderou esse argumento. Na prática, a situação atual coloca a Vivo, que já é líder de mercado, em uma situação mais do que privilegiada, em um setor que lidera diversos rankings de reclamações de consumidores. Somando-se a sua participação, que é de 28,7%, com a da TIM, a operadora deteria uma parcela de 55,8% do mercado. O cenário aumenta as pressões para a venda da TIM pela Telecom Itália. Endividada, a empresa baseada em Milão está promovendo uma verdadeira liquidação de bens. Procurada, a empresa espanhola afirmou que está analisando as deliberações do Cade.

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