quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sercomtel vai suspender patrocínios por causa de inquérito

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A Sercomtel não fechou patrocínios neste ano. A telefonia descartou a possibilidade de bancar eventos em Londrina em 2013 após receber auditoria da Câmara Municipal de Londrina sobre possíveis irregularidades na concessão de patrocínios entre os anos de 2011 e 2012. Os trabalhos do Legislativo também resultaram a abertura de um inquérito civil na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. O presidente da Sercomtel, Christian Schneider, esclareceu que os apoios firmados nos últimos anos continuam vigentes, mas que os novos, apesar de previstos, não foram oficializados. "Recebemos a auditoria e suspendemos o sistema, pelo menos por enquanto", explicou em entrevista à rádio CBN Londrina. 

Schneider contou que a Sercomtel vai usar a análise da Câmara para formular uma nova política de concessão de patrocínios. Um grupo de trabalho foi formado justamente para discutir a questão. Os trabalhos da equipe, segundo ele, devem ser finalizados "nos próximos dias". 

A assessoria de imprensa da Câmara informou que a Controladoria do Legislativo, responsável pelos trabalhos, está empenhada em projetos importantes (Orçamento e Plano Plurianual) e não teria tempo de esclarecer pontos sobre a investigação envolvendo a Sercomtel. O Ministério Público (MP) também recusou passar detalhes do caso. Há a informação de que o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) também apura a questão. 

Os anos de 2011 e 2012, alvos das investigações, foram conturbados para a Sercomtel, que teve presidente e diretor denunciados em maio de 2012, acusados de participar de um esquema de pagamento de propina ao então vereador Amauri Cardoso (PSDB), para que o tucano votasse contra a abertura da chamada CP da Centronic, a Comissão Processante que cassou o mandato de prefeito do pedetista Barbosa Neto. Investigações apontam que o presidente da telefonia à época, Roberto Coutinho Mendes, teria sacado R$ 5 mil, em uma agência bancária localizada dentro da própria Sercomtel, para pagar parte da propina ao vereador. 

O dinheiro teria sido entregue ao então diretor de Participações da companhia, Alysson Tobias de Carvalho, que foi até a Prefeitura de Londrina entregar o dinheiro para Cardoso. Carvalho, inclusive, chegou a ser preso após o pagamento da propina. 

Na ação, o MP aponta que Roberto Coutinho "disponibilizou a estrutura e o poder inerentes à Sercomtel para que fossem usufruídos pelos integrantes da quadrilha para o desenvolvimento das atividades criminosas". Na época, os promotores chegaram a pedir que a Sercomtel enviasse informações sobre todos os patrocínios e doações feitos pela empresa desde janeiro de 2011. O MP trabalhava com a possibilidade de que o dinheiro da propina tivesse saído da telefonia na forma de donativo. A hipótese, no entanto, ainda não foi esclarecida pelo Ministério Público.

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