sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Resultados: GVT cresce em receita, mas novas adesões de produtos desabam

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A GVT anunciou nesta quinta (14), seus resultados financeiros e operacionais do terceiro trimestre. O destaque da empresa foi o crescimento em 14% na receita líquida acumulada no ano, para R$ 3,6 bilhões, decorrentes da operação em 149 cidades, uma base de 6,9 milhões de clientes, sendo 3,8 milhões de voz (13,2% a mais em relação ao terceiro trimestre de 2012), 2,5 milhões de banda larga (17,4% a mais em relação ao mesmo período de 2012) e 567 mil clientes de TV paga. As receitas no segmento de voz foram de R$ 1,82 bilhão no acumulado do ano, R$ 1,02 bilhão em banda larga e R$ 347 milhões em TV por assinatura.

A GVT gerou ainda, no ano, R$ 381 milhões em receitas corporativas. A receita média por usuário de voz está em R$ 60, na banda larga está em R$ 49,4 e, na TV paga, R$ 77,8. Já o EBITDA acumulado de janeiro a setembro está em R$1,47 bilhão, o que representa uma margem expressiva de 41%, uma das maiores entre as operadoras brasileiras.

A velocidade média dos clientes da GVT está em 13,2 Mpbs e a penetração de TV paga na base é de 22,6%. Mas nem tudo é positivo nos números da GVT. A adição líquida de clientes na base desacelerou substancialmente entre 2012 e 2013. A queda é de 34% na banda larga, 40% nos serviços de voz e 42,5% na TV por assinatura.

Cisão do grupo ainda será avaliada

O diretor financeiro da Vivendi, controladora da GVT, Philippe Capron, disse que a nova administração do grupo de atividades de mídia terá de decidir se manterá a unidade brasileira de telecom GVT.

A companhia está seguindo em frente com um plano de cisão em meados do ano que vem para isolar sua unidade francesa de telecom, deixando um negócio basicamente de mídia para trás, com a operadora de TV paga Canal Plus e o Universal Music Group, assim como a GVT.

"A administração do novo grupo de mídia vai precisar de uma nova história e de uma estratégia, e vão ter que decidir como a GVT se encaixa nisso", disse Capron. "Não podemos responder isso agora."

Capron acrescentou que por enquanto a Vivendi não estava procurando nenhuma venda da GVT e estava apoiando totalmente sua direção e seus planos de desenvolvimento.

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