terça-feira, 26 de novembro de 2013

MP abre inquérito para apurar patrocínios na Sercomtel

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A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Londrina instaurou um inquérito civil para apurar eventuais irregularidades na concessão de patrocínios pela operadora Sercomtel no período de 2011 a 2012. O processo, assinado pela promotora Sandra Koch, foi publicado na edição da última sexta-feira (22) do Diário Oficial do Estado. 

Procurada pelo Bonde, a promotora preferiu não passar detalhes do inquérito. Ela apenas informou, por meio da assessoria, que recebeu documentos da telefonia e que precisou abrir as investigações para apurá-los. Há a informação de que o Ministério Público (MP) solicitou informações de todos os patrocínios feitos pela telefonia entre 2011 e 2012. 

Os dois anos foram conturbados para a Sercomtel, que teve presidente e diretor denunciados em maio de 2012, acusados de participar de um esquema de pagamento de propina ao então vereador Amauri Cardoso (PSDB), para que o tucano votasse contra a abertura da chamada CP da Centronic, a Comissão Processante que cassou o mandato de prefeito do Barbosa Neto (PDT). Investigações apontam que o presidente da telefonia à época, Roberto Coutinho Mendes, teria sacado R$ 5 mil, em uma agência bancária localizada dentro da própria Sercomtel, para pagar parte da propina ao vereador. 

O dinheiro teria sido entregue ao então diretor de Participações da companhia, Alysson Tobias de Carvalho, que foi até a Prefeitura de Londrina entregar o dinheiro para Cardoso. Carvalho, inclusive, chegou a ser preso após o pagamento da propina. 

Na ação, o MP fala que Roberto Coutinho "disponibilizou a estrutura e o poder inerentes à Sercomtel para que fossem usufruídos pelos integrantes da quadrilha para o desenvolvimento das atividades criminosas". 

Na época, os promotores chegaram a pedir que a Sercomtel enviasse informações sobre todos os patrocínios e doações feitos pela empresa desde janeiro de 2011. O MP trabalhava com a possibilidade de que o dinheiro da propina tivesse saído da telefonia na forma de donativo. A hipótese, no entanto, ainda não foi esclarecida pelo Ministério Público.

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