quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Fusão entre Oi e Portugal Telecom deve beneficiar acionistas

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A notícia da fusão entre a Oi e Portugal Telecom (PT), divulgada na madrugada desta quarta-feira (02), deve beneficiar e elevar a confiança dos acionistas, ao passo que a holding CorpCo deve ingressar no Novo Mercado da Bolsa, incorporando os papéis da operadora no Brasil, afirmaram analistas. A nova empresa será comandada por Zeinal Bava.

As ações ordinárias (ON) da Oi fecharam o dia com alta de 5,69%, valendo R$ 4,46, enquanto as preferenciais (PN) valorizaram 4,03%, cotadas a R$ 4,65, liderando os ganhos do índice Ibovespa, um sinal de recuperação diante das perdas de 40% no acumulado do ano.

Na Bolsa de Nova York, os papéis da companhia valorizaram 5,29% nesta quarta-feira (02), e as da Portugal Telecom (listagem Euronext), 6,59%.

Com a operação, a Oi receberá um aporte de capital de R$ 13,1 bilhões. Parte dos recursos virá da Portugal Telecom (R$ 7 bilhões) e outra parte através da subscrição de ações (que prioriza os acionistas na compra dos novos ativos), que já conta com a adesão de um veículo gerido pelo BTG Pactual e da Telemar Participações, que irão subscrever R$ 2 bilhões.

“A injeção de recursos é positiva para o mercado porque dará mais liquidez aos papéis da Oi, que será beneficiada por uma melhor estrutura de capital”, analisa o estrategista da Futura Investimentos, Adriano Moreno. A operação, segundo ele, pode ajudar a desalavancar a empresa (que acumula dívida líquida de R$ 30 bilhões) e aumenta a possibilidade de ela passar a pagar dividendos aos investidores.

Para o Itaú BBA, a fusão deve representar um marco na história de investimentos da Oi. Em relatório divulgado, o banco afirmou que, apesar de a participação dos acionistas minoritários ficar diluída com o aumento de capital, a expectativa é de que a operação proporcione um maior alinhamento entre minoritários e controladores e permita uma melhoria operacional.

Os acionistas minoritários também terão direito à subscrição, observa a analista-chefe da corretora Concórdia, Karina Freitas. “Resta saber se irão oferecer algum bônus ou desconto a eles para tornar a operação de aumento de capital mais atrativa”.

Além de incorporar as ações da Oi e Portugal Telecom, a nova empresa (CorpCo) deverá atender aos padrões internacionais de governança corporativa para ingressar no Novo Mercado da BM&F Bovespa (o mais alto nível de listagem na Bolsa brasileira), além da bolsa de Nova York e a Nyse Euronext Lisbon.

Já os papéis da Portugal Telecom na bolsa de Lisboa encerraram esta terça-feira com alta de 6,5%, chegando a disparar 23% ao longo do pregão. A companhia chegou a atingir seu maior nível nos últimos oito meses e liderou os ganhos do índice PSI 20. Para analistas de corretoras portuguesas, o otimismo que levou as ações da PT a disparar até 20% no início do pregão decorrem principalmente das sinergias que o negócio vai permitir.

A estimativa avançada é de ganhos de R$ 5,4 bilhões, o equivalente a 56% da capitalização em bolsa da operadora portuguesa. "Esse otimismo está relacionado com as sinergias que atingem 22% do valor da PT em ações [considerando que os acionistas deterão 38% da nova empresa]", diz Pedro Lino, presidente executivo da corretora portuguesa Dif Broker. O analista da Fincor, Albino Oliveira também sinaliza a sinergia como o principal atrativo para o desempenho positivo na bolsa portuguesa.

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