terça-feira, 17 de setembro de 2013

Telecom Italia rejeita oferta bilionária da Telefónica

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Os acionistas da Telecom Italia rejeitaram a oferta de 800 milhões de euros (cerca de R$ 2,41 bilhões) da espanhola Telefónica para comprar uma parte da empresa, informa reportagem do jornal italiano “Il Sole 24 Ore” publicada hoje.

A Telefónica é a maior acionista da Telco, o consórcio que controla a Telecom Italia, dono de uma participação de 22,4%. Na Telco, também são sócios os bancos Sanpaolo e Mediobanca e a seguradora Generali.

Sem citar fontes, o jornal informa que a Telefónica colocou como condição para o acordo a manutenção dos atuais sócios na Telco, a fim de evitar problemas regulatórios com autoridades antitruste na América Latina. No Brasil, a Telefónica é dona da Vivo, a maior operadora móvel do país e concorrente direta da TIM, controlada pela Telecom Italia.

De acordo com o periódico italiano, os acionistas da Telecom Italia rejeitaram a oferta, feita no início deste mês. Com isso, a reunião do conselho de administração, que estava marcada para o próximo dia 19, foi adiada para 3 de outubro.

O consórcio de acionistas da Telco se encerra este mês, no dia 28. A partir daí, há a expectativa de uma nova composição acionária na Telecom Italia, que respingaria na TIM no Brasil.

Hoje, a TIM divulgou um comunicado ao mercado dizendo que consultou a controladora Telecom Italia a respeito da nova composição acionária, mas a multinacional teria dito que “não possui quaisquer informações” e que se compromete a informar “prontamente” a TIM caso haja qualquer novidade.

A operadora tomou a iniciativa de soltar o comunicado tendo em vista a volatilidade das suas ações nos últimos dias. Na Bovespa, os papéis da empresa registram valorização de 16,63% desde 31 de julho, data da divulgação do balanço do segundo trimestre, até ontem. No mesmo período, o Ibovespa subiu 11,58%. A Vivo, por sua vez, avançou 6,03%.

Durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre, o presidente da Telecom Italia, Franco Bernabè, disse que a multinacional não pretende vender os ativos da TIM no Brasil após a dissolução da Telco.

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