quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Oi tem forte queda com temor de que seja afetada por venda da TIM

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A Bovespa recuava no fim da manhã desta quarta-feira (25), derrubada por papéis do setor de telecomunicações, que devolviam parte da forte alta da véspera após um acordo da Telefónica/Vivo e Telecom Italia/TIM.

Às 11h33, o Ibovespa tinha variação negativa de 0,5%, a 54.158 pontos. O giro financeiro do pregão era de R$ 1,38 bilhão.

A ação preferencial da Oi e os papéis da TIM Participações eram alguns dos maiores pesos sobre o índice, depois de terem avançado, respectivamente, 5,1 e 9,59% ontem.

"Houve uma euforia demasiada ontem no setor, mas como foi uma alta baseada em especulações, o pessoal acaba realizando hoje", afirmou o gerente de renda variável Ariovaldo Santos, da H.Commcor.

Na véspera, a ação da TIM ganhou força em meio à animação de investidores diante da possibilidade de que a empresa seja vendida no Brasil.

As ações da Oi apresentam forte queda hoje, com a leitura de que a empresa será afetada pelos desdobramentos no Brasil da operação societária envolvendo Telefónica/Vivo e Telecom Italia/TIM na Europa, anunciada ontem.

Às 12h06, a ação preferencial da Oi tinha queda de 6,8%, a R$ 4,80, enquanto a ordinária recuava 5,93%, a R$ 5,08, devolvendo o avanço da véspera. O Ibovespa tinha baixa de 0,56%.

Na avaliação do analista Marcelo Torto, da Ativa Corretora, a possibilidade de que o aumento da participação indireta da Telefónica na Telecom Italia acarrete na venda da TIM Participações, controlada do grupo italiano no Brasil, traça um cenário negativo para a Oi.

"A compra da TIM por uma quinta operadora, de fora, acirraria o mercado competitivo atual, sendo mais prejudicial a empresas piores posicionadas, atingindo a Oi e a Claro de forma mais forte do que a Vivo", afirmou Torto, em relatório.


Embora alguns analistas trabalhem com a possibilidade de que a TIM seja fatiada entre outras operadoras de telefonia móvel presentes no país, Bernardo disse que a alienação não poderá ser para outros grupos que operam no país, como a Oi, Claro ou Nextel.

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