sábado, 7 de setembro de 2013

Dish, operadora de TV, já está com satélite em testes no Brasil

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A Hughes, braço de operação de satélites do grupo Echostar, confirmou que o satélite que será utilizado pela Dish no Brasil já está em testes. Trata-se do EchoStar XV, que vinha sendo utilizado pela operação de DTH da Dish nos EUA e que agora atenderá o Brasil. O footprint projetado cobre todo o território brasileiro, com um pouco menos de potência na região Sul. Trata-se de um satélite novo (foi lançado em 2010), com grande capacidade de operação em banda Ku (32 transpônderes), mas sem banda Ka (banda larga).

Segundo Rafael Guimarães, vice-presidente da Hughes Satellite Systems no Brasil, já existem cerca de 10 canais em teste. Ele repetiu as informações já dadas pela Echostar em conferências a analistas. A Dish espera ter uma definição para sua estratégia de DTH nos próximos um ou dois meses. Ainda repetindo o que foi dito pela Dish a analistas (e já divulgado por este noticiário em diversas ocasiões) há um plano A e um plano B. "O que eu posso dizer é que esperamos ter a nossa operação comercial antes da Copa de 2014", disse Guimarães. Ele explicou que a Hughes no Brasil está dando apenas o apoio operacional à Dish, incluindo a parte jurídica e financeira, mas que as negociações estão sendo conduzidas a partir dos EUA.

No mercado, há muitas especulações sobre a estratégia da Dish. Fala-se em uma negociação já em vias de ser fechada com um parceiro de peso (segundo o que foi apurado, a GVT seria este parceiro) e uma segunda opção, que seria um grande distribuidor (especula-se que a Century seria a principal candidata). Os rumores vazam porque já existem muitas pessoas envolvidas no processo e porque a Dish tem conversado com programadores.

Uma negociação entre Dish e GVT traria um benefício importante para a GVT: resolveria a questão da capacidade satelital da empresa. Desde a perda do satélite IS 27, da Intelsat, que se perdeu com a falha no lançamento em fevereiro, a empresa está sem condições de expandir sua operação em número de canais. A Intelsat já anunciou planos para um novo satélite para a posição, o IS 34, que substituirá o IS 805 e o G11, hoje na posição, mas a GVT, segundo informações de mercado, ainda não teria confirmado a sua opção de uso da capacidade.

A Hughes participou do Congresso Latinoamericano de Satélites onde falou sobre a sua estratégia a partir da conquista da posição orbital brasileira 45oW. Segundo Rafael Guimarães, a empresa segue com a estratégia de ter também o serviço de banda larga via satélite em banda Ka. "A nossa experiência nos EUA é a melhor possível. Já praticamente enchemos dois satélites e anunciamos um novo para os próximos anos", disse.

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