sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Vídeo monitoramento está na mira das operadoras para este ano

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As soluções de segurança tecnológica não são novas, mas cada vez mais pessoas físicas e pequenas empresas adotam soluções de videomonitoramento. Atentas a essa tendência, as operadoras brasileiras avançam para incluir mais esta opção em pacotes combo. Se até agora apenas as pequenas CTBC e Sercomtel contavam com soluções desse tipo (sendo a primeira descontinuada), a ampliação da oferta de conexões ultrarrápidas tem feito outras companhias, como TIM Fiber, GVT, Net e On Telecom, avaliarem esse mercado com bons olhos: ele estimula a contratação de pacotes com maiores velocidades na residência, o uso de dados nos smartphones e tablets para acessar as imagens transmitidas ao vivo e pode ser combinado com um serviço de armazenamento na nuvem, cada vez mais presente no radar das teles.

A norte-americana AT&T, por exemplo, lançou em 2006 um serviço de videomonitoramento. No entanto, com as soluções de conexão máquina a máquina (M2M) em processo de amadurecimento e adoção, atuar nesse segmento pode significar fincar um pé no mercado de casa conectada e se adiantar à tendência. A própria AT&T deu esse passo ao anunciar a nova solução Digital Life, cujo lançamento inicial ocorreu em março, com uma expansão de área de atuação em junho e previsão de ativação em mais 50 mercados até o final do ano. Os serviços incluem, além de videomonitoramento, sensores de portas, janelas e fumaça, controle de trancas de portas, de temperatura, iluminação, entre outros e tudo checado e controlado a partir do dispositivo móvel. A Verizon também conta com seu modelo de serviços de casa conectada.

Com a perspectiva de queda da VU-M nos próximos dois anos, conforme regulamentação da Anatel, e pressão da concorrência, ampliar os serviços ao consumidor, fidelizá-lo e aumentar o ticket médio parece ser a tônica.

A princípio, as operadoras regionais saíram na frente, mas de forma tímida. A CTBC, em 2012, lançou a “Câmera Virtual”, câmera IP e monitoramento remoto por meio de um portal. Custava R$ 59,90, bem acima dos US$ 9,90 pelo serviço monitorado da AT&T. O serviço foi descontinuado.

Em abril, a pequena operadora estatal Sercomtel lançou sua versão, de R$ 19,90 a R$ 39,90, a depender do espaço de armazenamento (de 250 MB até 1 GB). A operadora do Paraná homologou uma câmera IP da Foscam (modelo 8918W), empresa chinesa com distribuição no Brasil, agora vendida em sua loja, e está finalizando a homologação de uma câmera da também chinesa D-Link. Os clientes da Sercomtel também podem adquirir o equipamento no comércio. As imagens das câmeras são acessadas com login e senha em um portal específico da operadora e, além das imagens online, o sistema da Sercomtel permite gravar fotos e salvá-las, sempre que houver movimentação na residência. O cliente é avisado por e-mail em até cinco minutos após se detectar o movimento.

Também as grandes operadoras têm avaliado o segmento. “Fomos procurados por praticamente todas as operadora”, afirma ao Giovani Pacífico, diretor da área de provedores de serviço da D-Link no Brasil. Segundo ele, na maioria dos casos a D-Link está em fase de apresentação da solução e preparação, juntamente com as teles, do business plan.

Com uma rede de fibra óptica passada por 800 mil residências entre Rio de Janeiro e São Paulo, que garantem velocidade de 35 Mbps e 50 Mbps, a TIM Fiber está definindo o business plan. Os maiores desafios da companhia estão em encontrar uma câmera de boa qualidade, que o próprio usuário possa instalar, pois optou pelo modelo sem técnico. Fontes do mercado apontam para uma negociação entre TIM e Panasonic, que no dia 12 de julho adquiriu a companhia de vídeo baseado na nuvem, Camera Manager. A perspectiva da TIM Fiber é ter uma solução fechada e iniciar a oferta até o último trimestre.

Como as soluções de videomonitoramento mais modernas supõem o acesso remoto, esse tipo de serviço combina com pacotes de banda larga de ultravelocidade. Além da TIM Fiber, a GVT é uma operadora que vem continuamente desafiando a concorrência em termos de velocidade e, ao que tudo indica, olha com atenção esse filão. De acordo com um fornecedor de câmeras IP, a GVT iniciou testes internos com a solução no final de 2012; este seria um passo inicial da empresa nesse sentido. A GVT informou por meio de sua assessoria de imprensa que conclui os testes e não está dando andamento à iniciativa. 

A Net Serviços tem observado a movimentação das operadoras norte-americanas e acredita que vem em um ritmo de aprendizado bom sobre o tema. "Estamos estudando de perto", declarou o diretor de inovação da operadora do grupo América Móvil, Carmelo Iaria. Segundo ele, a companhia não tem previsão de lançamento da solução, porque ainda não há um ecossistema ainda tão bem formado. Ainda pesa o custo das câmeras IP e as dúvidas sobre preço de uma instalação com técnicos. Para ele, "quando houver escala e for possível agregar valor na nuvem, o negócio passa a ser interessante". 

Além das duas operadoras que contam com soluções cabeadas, a On Telecom, que atua no interior de São Paulo oferecendo banda larga fixa por meio de uma rede de rádio 4G, também se prepara para oferecer esse produto aos clientes, antes mesmo de se decidir pela oferta, ou não, de uma solução de vídeo sob demanda (OTT). “Temos o diferencial da nossa conexão ser na residência, mas sem fio. Assim, um sistema de videomonitoramento fica menos sujeito aos ladrões que já sabem que precisam cortar os cabos antes de entrar na residência”, afirma Fares Nassar, CEO da On Telecom.

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