terça-feira, 27 de agosto de 2013

Telefônica ganha apoio de Carlos Slim em oferta pela alemã E-Plus

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A operadora de telecomunicações América Móvil, do magnata mexicano Carlos Slim, comprometeu-se apoiar a compra da E-Plus por parte da espanhola Telefónica à operadora holandesa KPN (onde o milionário é acionista de referência, detendo uma participação de 29,77% através da América Móvil).

O apoio foi declarado por Carlos Slim depois de a Telefónica melhorar em 6,3% a oferta sobre a E-Plus, o negócio de telecomunicações móveis da KPN na Alemanha.

A operadora holandesa começou anunciando, em Julho, que iria vender a E-Plus à Telefónica, recebendo em troca 5 bilhões de euros e passando a controlar 17,6% da Telefonica Deutschland.

Agora, e já depois de Carlos Slim lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o capital que ainda não controla na KPN, operação que fica sem efeito, a Telefónica e a América Móvil chegaram a acordo em que o montante global do negócio sobe para 8,55 bilhões de euros (em vez dos 8,1 bilhões que o grupo espanhol pretendia).


Segundo o acordo entre as partes, o negócio vai se realizar em duas fases, dando à KPN, no final da operação de venda, 20,5% do capital da Telefonica Deutschland (que se irá fundir com a E-Plus), em vez de 17,6% antes em cima da mesa. Depois, a Telefónica poderá adquirir até 2,9% à KPN, pagando, se quiser todas as ações a que terá direito, 510 milhões de euros. Nesse caso, a KPN ficaria então com 17,6%.

Para já, numa primeira fase, a operação de venda realizar-se tal como já estava previsto: a Telefonica Deutschland compra à KPN 100% do capital da E-Plus por 3,7 bilhões de euros e fica com 24,9% da entidade que resultar da transação. Numa segunda fase, o grupo espanhol adquire (por 1,3 bilhão de euros) 4,4% da nova empresa até alcançar 62,1 % do capital, enquanto a KPN ficará com 20,5 %.

Numa estratégia para, aparentemente, bloquear a venda da E-Plus à Telefónica (concorrente de Carlos Slim na América do Sul), o magnata mexicano chegou a lançar uma OPA sobre o capital que ainda não controla na KPN, oferecendo 9,2 bilhões de euros.

Pelo caminho, a América Móvil defrontou-se com um obstáculo: na semana passada, a equipe de gestão da KPN aconselhou os acionistas a aprovarem a venda do negócio móvel na Alemanha ao grupo espanhol, recomendando a transação “de forma inequívoca”.

Mas se este obstáculo, por um lado, obrigou o milionário a recuar na OPA e a negociar um acordo com a Telefónica, acabou, por outro, por forçar a operadora espanhola a subir o preço a pagar pela E-Plus, um cenário que desde logo foi referido quando Carlos Slim avançou com a oferta.

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