quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Slim garante financiamento para afastar Telefónica da KPN

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Carlos Slim deu mais um passo no sentido de levar a bom porto o processo de aquisição da operadora KPN, que se encontra ainda numa fase inicial. O empresário mexicano assegurou financiamento que provém de “instituições financeiras de reputação internacional”.

A América Móvil ofereceu 2,40 euros por cada ação da incumbente do mercado holandês que ainda não detém. Contudo, a oferta ainda tem de passar pelo crivo do conselho de administração e de uma fundação independente da KPN com poder para a bloquear a venda.

A fundação da KPN está para defender os interesses da empresa, funcionários e acionistas. O órgão chegou a afirmar que a América Móvil não deixou bem claras quais são as intenções que levaram Carlos Slim a apresentar a oferta.

O prospecto da oferta da América Móvil sobre a KPN cita “maior cooperação operacional” entre as duas empresas. Contudo, o anúncio da oferta surgiu depois de a operadora holandesa ter concordado em vender a alemã E-Plus à Telefónica Deutschland (unidade alemã da espanhola Telefónica) por 8,1 mil milhões de euros. A operadora mexicana não anunciou uma decisão quanto à oferta mas fontes do "Financial Times" afirmam que a empresa considera a oferta demasiado baixa.

A América Móvil detém 30% da KPN e mesmo que a oferta de compra seja aceite pelos acionistas, a empresa de Slim não poderá usar os votos adquiridos na oferta pública de aquisição para rejeitar a oferta da operadora espanhola sobre a E-Plus. A assembleia de acionistas onde se decidirá a venda da E-Plus irá decorrer em Outubro, mas o registo dos direitos de voto terá lugar a 4 de Setembro, antes da conclusão da compra.

A Telefônica é dona da Vivo no Brasil. E a América Móvil da Claro, Net e Embratel.

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