sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Interferência é o maior problema na instalação de hotspots

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A construção de redes Wi-Fi em locais públicos é uma tendência entre as operadoras brasileiras para desafogar suas estações radiobase (ERBs) 3G. A economia para as teles é substancial, mas os desafios de engenharia não são pequenos. Quem alerta é Lucas Pinz, gerente sênior de tecnologia da PromonLogicalis, empresa que vem trabalhando em vários desses projetos com as teles nacionais, dentre as quais a TIM. "A maior dificuldade é a cobertura de ambientes externos, porque o raio de alcance do Wi-Fi é menor do que o de uma macrocélula e é necessário minimizar as interferências, que podem vir até de um motor carro na rua ou de outras fontes de ruído", explica o executivo.

Segundo Pinz, antes de se instalar um hotspot é preciso fazer um estudo sobre as interferências no local. Entre as soluções de hardware está o uso de sistemas de ajuste automático de potência de sinal, além de antenas direcionadas, que melhoraram a cobertura. O uso da frequência de 5 GHz também ajuda, pois é uma faixa menos congestionada do que a de 2,4 GHz, mas ainda são poucos os tablets e smartphones que operam nela.

Em ambientes internos com grande circulação de pessoas, às vezes, o excesso de pontos de acesso Wi-Fi de múltiplos provedores provoca interferência. Neste caso, o melhor é buscar um gerenciamento comum, como faz as Infraero nos aeroportos. "Com um mesmo equipamento, criam-se divisões lógicas entre as operadoras. É um gerenciamento da interface aérea", explica Pinz.

Além da interferência, há obstáculos de ordem comercial que atrasam os projetos das teles. Nem sempre é fácil negociar com estabelecimentos comerciais a instalação de um ponto de acesso.

Nenhuma dessas dificuldades desanima as operadoras. E a razão é simples: o custo de um hotspot Wi-Fi é menos de um décimo daquele de uma macrocélula, calcula Pinz. Estima-se que hoje 33% do tráfego móvel no mundo aconteça via Wi-Fi, contando aquele dentro das residências. Esse percentual subirá para 46% daqui a cinco anos.

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