sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Alta do dólar volta a preocupar empresas de TV paga

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A disparada do dólar frente à moeda brasileira, se não cancelou ou adiou investimentos no setor de telecomunicações, já começa a preocupar os investidores de TV paga, que têm despesas com a programação em dólar, e forte compromissos de dispêndios na infraestrutura. Segundo o diretor de Marketing da Net Serviços, Marcio Carvalho, embora a operadora vá manter na íntegra o seu cronograma de investimentos, de R$ 3,5 bilhões para 2013, a "taxa de dólar já traz um desafio para o cenário", pois impacta diretamente na construção de rede.

Para Rodrigo Dienstmann, presidente da Cisco do Brasil, com a elevação do dólar, "o apetite dos investidores muda" e planos de investimentos limítrofes ao retorno passam a ser menos competitivos. Embora o executivo não faça projeções sobre o comportamento do câmbio, ele acompanha as projeções do mercado, que esperam que a taxa fique em R$ 2,20 até o final do ao.

Conforme Carvalho, com os investimentos mantidos, a Net irá chegar em dezembro com 180 cidades cabeadas com o cabo coaxial, o que significa que quase vai dobrar o número de cidades atendidas em relação ano ano passado. No Congresso ABTA 2013, a operadora anunciou o início da oferta do serviço em mais 11 cidades.

Segundo Carvalho, a Net tem 1,5 milhão de usuários em seu programa de banda larga popular, ao preço de R$ 30,00, feito em parceria com alguns estados, que desoneram o ICMS, mas a oferta do serviço é feita em combo com a TV paga e o STFC. No caso do PNBL, criado pelo governo federal e as concessionárias locais de telefonia (Telefônica, Oi e CTBC) não pode haver ofertas conjuntas com outros produtos, e por isto o número chega a 2 milhòes de linhas comercializadas, informa o técnico do Minico, Pedro Lucas Araujo.

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